QUI 21 DE MARÇO DE 2019 - 11:02hs.
André Gelfi, sócio-fundador da Su Aposta

Apostas esportivas no Brasil podem render R$ 6 bi com a legalização

O mercado de apostas esportivas no Brasil, atualmente estimado entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões, pode a R$ 6 bi com a regulamentação da lei. Em entrevista ao site DCI, André Gelfi, sócio-fundador da Su Aposta, explica como isso deverá acontecer. A empresa já opera com corridas de cavalos e quer oferecer apostas em outros esportes assim que o Ministério da Fazenda autorizar a atividade.

O mercado de apostas esportivas no Brasil, atualmente estimado entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões, pode quintuplicar com a regulamentação da lei que permite a legalização, regulamentação e concessão das loterias de apostas no País, ou seja, em torno de US$ 1,5 bilhão ao ano, ou R$ 6 bilhões.

“Esse é o potencial do faturamento das empresas de apostas no País”, prevê André Gelfi, sócio-fundador da Su Aposta, primeira plataforma de apostas esportivas licenciada no mercado brasileiro. 

A empresa já opera com corridas de cavalos e quer oferecer apostas em outros esportes assim que o Ministério da Fazenda autorizar a atividade.

Prêmios por quotas fixas

De acordo com a Lei 13.756/2018, decorrente da Medida Provisória 846/2018 e promulgada pelo presidente Michel Temer (MDB) no último dia 14, o Ministério da Fazenda tem dois anos, prorrogáveis por mais dois, para editar as regras de funcionamento das apostas esportivas, que vão abranger jogos de futebol, tênis, vôlei, entre outros.

Os sites poderão patrocinar times nacionais e as apostas serão por quotas fixas, ou seja, o apostador saberá quanto poderá ganhar caso acerte o resultado dos certames. As casas vão oferecer prêmios de acordo com probabilidade do resultado.

Trazer apostadores de volta

Consolidado na Europa e em fase de legalização nos Estados Unidos, o mercado de apostas esportivas já é consolidado no Brasil para apostadores brasileiros que, pela proibição, faziam suas apostas fora do País, explica André Ghelfi.

Segundo ele, a Fundação Getulio Vargas calcula que essas apostas totalizam, ao ano, de US$ 200 milhões a US$ 300 milhões. “É esse valor que poderá crescer cinco vezes com a legalização dessa atividade aqui”, enfatiza o sócio-fundador da Só Apostas, incubada na espanhola Codere, maior empresa do setor na América Latina.

Sem atrapalhar as loterias

As apostas esportivas não vão concorrer com as loterias comercializadas no Brasil, pois são atividades complementares, esclarece Ghelfi. “Quem aposta numa loteria e acerta, isso muda o patamar econômico do acertador. Já acertar o resultado de uma partida de futebol ou tênis, isso é entretenimento.” O valor será “a gosto do cliente”, segundo o executivo. “Começam em R$ 5 e vão até onde o apostador estiver a fim de arriscar.” A Só Apostas agora vai investir em equipe, desenvolvimento de produtos e marketing para divulgar a nova modalidade de jogos no País.

Fonte: GMB / DCI