SEG 25 DE MARÇO DE 2019 - 13:29hs.
Angelo Repoli, diretor da AR Management Software

"O Brasil pode ser um mercado muito maior que a maioria dos países europeus"

Com mais de 20 anos de experiência na indústria de jogos, a AR Management Software entrou no mercado de jogos online no Peru no final de 2018, o primeiro passo para expandir sua chegada a outros países da América Latina. E nessa estratégia, o Brasil se destaca, após a recente legalização das apostas esportivas. 'Temos que explorar esse novo mercado, trazendo também nossa tecnologia e experiência para o Brasil', comenta o diretor da companhia Angelo Repoli à GMB

GMB: Ángelo, conte-nos sobre as origens do AR Management e quais serviços você oferece no mercado internacional de games?
Repoli:
A empresa nasceu em Europa com base na experiência de sua equipe e sob minha liderança. Estou na indústria há mais de 20 anos. Nós mudamos muito para desenvolver o que somos hoje. Para tais características, temos a certeza de que somos a melhor solução disponível no mercado. Temos um completo livro de apostas, assim como um terceiro integrado que faz jus às exigências do tempo. Estamos absolutamente satisfeitos não só com o ponto de contato que temos na web, mas também com a operação interna. Para o futuro, desenvolveremos um grande número de funções que permitirão ao cliente final ter a melhor experiência em termos de jogos.

A América Latina é agora o principal objetivo da empresa?
Um dos nossos grandes objetivos é justamente a América Latina. Queremos estar presentes em toda a região. Somos uma empresa com objetivos muito amplos, mas também muito marcantes. Da mesma forma, pensamos que possuímos todas as características para alcançar repercussão em boa parte desse continente. Naturalmente, esse planejamento inclui um forte investimento em vários países.

Em quais países da região já trabalham e como tem sido a experiência com seus produtos?Atualmente trabalhamos diretamente no Peru, mercado que entramos em novembro de 2018 e no momento contamos com 6 agências distribuídas em diferentes bairros da capital do país. E também somos fornecedores de várias páginas que operam em todo o Peru.

Que diferença encontra entre o mercado latino-americano e o europeu em que você trabalha há 20 anos?
Para a questão das apostas esportivas, a América Latina é um mercado emergente, e é por isso que chamamos nossa atenção. O mercado europeu está agora muito mais fechado e é mais complicado que novos operadores entrem no mercado. Por isso, optamos por movimentar todos os nossos recursos na América Latina e na África, onde também trabalhamos com vários operadores nacionais. 

 

O Brasil acaba de legalizar as apostas esportivas. Você seguiu esse processo de perto? Você modifica seus planos de expansão?
Estamos cientes da nova lei brasileira de apostas esportivas. Obviamente, isso ampliará nossos planos de expansão no continente sul-americano. O Brasil é um dos maiores países do mundo e com uma economia em rápida expansão. Temos que explorar esse novo mercado, trazendo também ao Brasil nossa tecnologia e nossa experiência. 

Que tipo de mercado você acha que o brasileiro pode ser em termos de tamanho ou geração de renda? 
O tamanho do mercado brasileiro pode ser enorme e isso pode obviamente gerar grandes receitas para a indústria de jogos e apostas esportivas. Eu acho que pode ser muito maior do que a maioria dos países europeus.

Que conselho você daria àqueles que têm o poder de regular as apostas no Brasil?
De acordo com sua experiência, qual é o melhor modelo para atrair empresas estrangeiras? Acredito que eles devem explorar ao máximo a economia que esta indústria pode criar, facilitando a entrada de empresas estrangeiras e a possibilidade de abrir muitas casas de apostas em todo o país. Eu não quero falar sobre um modelo específico, mas acho que o melhor seria o que chama a atenção dessas empresas, oferecendo boas possibilidades para investimentos independentes ou colaborações com empresas locais. Eles participaram das últimas edições das principais feiras da Argentina, Colômbia, Peru e outros países. 

Como você sentiu o impacto da sua empresa nesses eventos? 
Sim, participamos de muitos eventos na América do Sul, como Colômbia, Buenos Aires, Santo Domingo, Cancun, Lima e outros. Eu acho que as feiras são como uma janela de publicidade onde as empresas mais importantes têm que participar. Às vezes, há acordos são fechados durante o evento em si, mas um lugar com um grande público, permitindo-lhes a conhecer a marca e da empresa em detalhes e permite-lhes para salvar esses dados para o tempo que eles precisam dos serviços oferecidos. Por esta razão, estamos sempre presentes em todos os eventos mais importantes do continente. 

Você estaria interessado em participar do Congresso Brasileiro de Jogos (CGB) 2019 em São Paulo?
Claro. O congresso já está em nossa programação e esperamos encontrar lá todas as pessoas que estão interessadas em nos conhecer e descobrir todos os nossos serviços e as oportunidades de investir no mercado de apostas esportivas. Fonte: 

Exclusivo GMB