TER 23 DE ABRIL DE 2019 - 22:50hs.
José Aníbal Aguirre, Diretor Geral da FADJA

"O modelo regulatório de apostas na Internet da Colômbia causou furor no setor"

A tradicional feira colombiana FADJA terá sua 21ª edição na semana que vem (10 e 11 de abril). As salas de 18 a 23 da Corferias vão receber uma grande variedade de produtos e prestadores de serviços que oferecem aos seus visitantes desenvolvimentos cada vez mais interessantes para a indústria de jogos colombiano, pioneiro no setor on-line na região e um forte mercado tradicional. José Anibal Aguirre, diretor do evento, antecipa as novidades do show, analisa a atual indústria colombiana e menciona os movimentos do setor no Brasil.

GMB - Como você está se preparando para a FADJA 2019? Quais são as principais novidades desta nova edição?
José Aníbal Aguirre -
Nós nos preparamos atendendo às necessidades específicas de cada empresa. Oferecendo facilidades para a montagem dos stands e alojamento dos visitantes. Afinar a agenda de conferências e painéis durante os dois dias da feira; esta é uma novidade que, com certeza, terá grande aceitação. Trabalhamos também na produção e organização de uma área para transmitir o evento, via streaming.

Sabemos a importância do momento que a indústria está vivendo. O equilíbrio entre o jogo e desenvolvimentos de jogos on-line se tornará visível e mensurável na diversidade de expositores que ocuparão as sala 18 a 23 da Corferias.

O que a FADJA oferecerá este ano em termos de treinamento e networking com a adição do Affiliate Summit Latam?
No primeiro dia de feira, a conferência irá se concentrar em evolução, tendências, produtos mais populares, metodologia de aprendizagem com o modelo europeu para implementar marketing de afiliados e muito mais. Empresas líderes participarão de painéis sobre varejo vs. online, regulação e jogo responsável, entre outros. Samantha Asensi, Juan Camilo Montaño, Gustavo Sanchez, Sebastian Perrier, Juan Camilo Carrasco, Tomás Enrique Garcia, Paola Arciniegas Vargas, Benedicte Dintimille, Miguel Angel Guarin, Victor Arias, Victor Espinosa, Marcelo Ruiz, Kelly Muriel, Christian Gomez, Sergio Segovia e Juan Pablo Barahona, serão os porta-voz deste treinamento.

Na quinta-feira, os temas a serem abordados serão voltados para o futuro dos jogos de azar on-line na Colômbia e na América Latina, como transformar o jogo físico em jogo online com a estratégia onmichannel para obter fidelização e retenção de jogadores, marketing baseado em dados dos operadores, jogos virtuais em mercados regulamentados e a experiência das plataformas aprovadas na Colômbia. Temos um elenco excepcional de oradores, entre outros, Ilana Klein, Mario Benito, Cristian Acuña, Georges Didier, Julio Duque, Camilo Million, Ricardo Magri, Julio Cesar Tamayo, Lina Gallego, Rodrigo Afanador e Evert Montero.

O networking será realizado à noite, a partir das 19h, com a Recepção de Abertura, cujo patrocinador é a Playtech. Haverá música e um show especial de mapping. A segunda noite será animada por um famoso DJ colombiano e pela Art 3D Mapping.

Nos últimos anos, a Colômbia tem se posicionado como um dos mercados mais importantes do continente que regulam o setor e é pioneiro na legalização do jogo online. Qual é a sua visão da atual indústria do país e como ela ajuda um evento com tantos anos de história como a FADJA?
Eu acho que o reconhecimento e posição da FADJA como um evento de estágio mundial na indústria de jogos é uma realidade e uma recompensa por muitos anos de esforço. A FADJA é um evento imperdível para todos os atores do setor, autoridades e associações. A Colômbia oferece um cenário integral para abordagens difíceis de alcançar em uma área com empresas localizadas em todas as latitudes do globo.

Como você acha que a ascensão dos jogos online e apostas esportivas no país afetará esta edição da FADJA? O que os visitantes da feira poderão ver sobre este setor em constante crescimento?
Já existem 17 plataformas autorizadas para operar apostas esportivas na Colômbia. Estas plataformas tem nascidos pela a União de empresas colombianas e estrangeiras que chegaram a acordos para complementar o conhecimento e a tecnologia e se adaptar às necessidades dos jogadores colombianos e as normas recém-estabelecidas. Na Colômbia, o interesse em apostas virtuais foi reavivado. Muitas plataformas internacionais já confirmaram a sua presença como expositores e visitantes para iniciar ou selar as relações comerciais que contribuem para sua tecnologia e conhecimento para esta linha emergente.

O setor está enfrentando desafios e oportunidades que nunca tiveram no passado, mas tem um enorme mercado para explorar e manter ambos os jogos, os tradicionais e os novos jogos, que certamente virão em alguns anos.

Como pioneira na regulação e abertura do setor de jogos online no continente, você acha que a Colômbia pode ser um modelo a ser seguido por outros países com a intenção de abrir o mercado como o Brasil, a Argentina e o Peru? O que eles podem copiar da Colômbia?
De fato, o modelo regulador de apostas na Internet da Colômbia causou furor no setor, já que, em grandes volumes de apostas, será muito lucrativo para as plataformas autorizadas. Além disso, o Estado pode cumprir melhor suas finalidades sociais através dos impostos cobrados. A maturação do item é percebida na projeção legal para novos jogos, o aumento de pequenas empresas que operam apostas esportivas em todo o território nacional e a luta incessante contra a ilegalidade por parte das autoridades.

Existe uma comunicação muito boa entre os reguladores na América Latina. De fato, resultados concretos são esperados nos próximos dias no Peru, onde, com um formato diferente do da Colômbia, as apostas esportivas estão em operação. O Brasil já é um terreno certo. É oficial a regulamentação das apostas esportivas online na província de Buenos Aires e essa é outra conquista a ser adicionada. Obviamente, cada país gera seu próprio regulamento e aqueles que vêm operar nos territórios devem se adaptar aos regulamentos que são emitidos. Cada país deve viver seu processo de amadurecimento, não há leis imutáveis ​​se houver acordo e diálogo dentro da estrutura de um governo democrático.

Como um empresário de renome no setor de jogos do continente, com tantos anos organizando a FADJA, acompanha de perto o processo de legalização do jogo no Brasil? Como você vê esse mercado no futuro? Acha que, de alguma forma, afetará a FADJA por ser um país vizinho?
Esse mercado é enorme e está dando seus primeiros passos, o que nos deixa muito felizes. Nós não somos a União Européia, onde cidades e capitais estão muito próximas de país para país. Aqui estamos separados um pouco de geografia, a floresta tropical, a distribuição de centros populacionais nas duas nações e apesar de sermos todos latino-americanos, falamos línguas diferentes. Eu não acho que a legalização das apostas no Brasil afetará nossa feira.

O Brasil estará presente na edição 2019 da FADJA, seja com expositores, visitantes confirmados ou participantes das conferências e palestras?
No registro de inscrições no site www.fadja.com, contamos com cerca de 30 pessoas representando empresas do Brasil que virão para a FADJA como visitantes.
 

Fonte: Exclusive GMB