SEG 14 DE OUTUBRO DE 2019 - 13:30hs.
Artigo do portal Gambling Insider

Better Collective se prepara para entrar no mercado de 200 milhões de pessoas do Brasil

A Better Collective é a empresa líder mundial no desenvolvimento de plataformas digitais para dados de apostas. Jesper Søgaard, CEO e cofundador da companhia, concedeu uma entrevista para o portal Gambling Insider sobre o progresso de suas negociações no Brasil e as etapas necessárias para entrar nesse novo mercado.

Søgaarda diz que a Better Collective vê o Brasil como um mercado de crescimento muito interessante pois, com um sistema regulatório a ser implementado, um mercado de mais de 200 milhões de pessoas será trazido para o mundo das apostas esportivas legais. Ele também afirma que a empresa está focada em apostas esportivas, mas, caso sejam legalizados no Brasil apenas os cassinos em hotéis-resorts, podem avaliar essa oportunidade.

“Acreditamos que existe espaço no mercado brasileiro para operarmos tanto em M&A quanto com nossas marcas próprias. Atualmente já temos uma presença muito forte no Brasil com as Apuestas Deportivas. Mas, com o mercado brasileiro de apostas passando de ilegal para um regulamentado, também procuramos oportunidades de M&A para fortalecer ainda mais nossa posição”, declara o CEO.

Além disso, Søgaarda explica que existe uma inegável oferta e demanda por jogos de azar no Brasil. E que onde há uma falta de regulamentação clara e equilibrada sobre o assunto, surge o mercado ilegal.

“A melhor maneira de um país lidar com os jogos ilegais é garantir a supervisão do mercado e desenvolver uma regulamentação sólida com altos padrões de responsabilidade social e um plano de tributação e licenciamento comercialmente viável. Estamos muito felizes em ver que o Brasil está seguindo esse caminho, pois isso acabará protegendo o público nacional de apostas e assegurando um crescimento estável”, garante.

Com relação a uma possível concorrência com as empresas ilegais do País, caso os jogos de azar sejam regulamentados, Søgaarda não se preocupa. “A mesma questão está sendo levantada no mercado norte-americano em desenvolvimento. Em última análise, trata-se de garantir uma experiência de cliente de alta qualidade e reconhecimento da marca. Como as operadoras licenciadas poderão anunciar em um mercado regulamentado de uma forma que as operadoras não licenciadas não podem, as marcas licenciadas receberão maior exposição. Os clientes também poderão contar com um nível de proteção ao consumidor que não pode ser garantido com operadores não licenciados”, encerra.

Fonte: Matthew Enderby -  Gambling Insider