SEG 25 DE MAIO DE 2020 - 08:55hs.
Meyer Nigri conheceu Jair Bolsonaro em 2016

“Liberar jogos é melhor do que proibir”, diz empresário amigo do presidente

Veja publicou na semana passada um artigo no qual afirmava que o amigo do presidente Bolsonaro tem passe livre em vários ministérios e atua junto ao governo pela legalização de cassinos e jogos de azar. Mayer Nigri, dono da Tecnisa, deu uma entrevista ao mesmo jornal e diz que está a favor da legalização do Jogo, mas que não quer fazer “nenhum empreendimento imobiliário, pelo menos até o momento, que envolva ter cassino ou ter jogo, nada”.

"Como liberal, sou a favor de liberar o jogo. Não sou dono de cassino e não tenho vontade de ser. Não quero fazer nenhum empreendimento imobiliário, pelo menos até o momento, que envolva ter cassino ou ter jogo, nada. É simplesmente uma posição minha. Liberar é melhor do que proibir, porque com a proibição a pessoa joga escondido, vai para a contravenção”, afirmou Nigri.

“Também acho o jogo uma coisa muita instrutiva. Aprendi muito jogando, porque a maioria dos jogos é um exercício de probabilidade, uma aula de matemática. Se eu fosse professor de faculdade, daria um curso de pôquer na sala de aula, porque é o melhor jeito de ensinar business para alguém”, agregou o dono da empresa construtora Tecnisa.

Um lobista que pediu para não ser identificado disse a VEJA que os investidores contam com a ajuda de Nigri para convencer Bolsonaro a comprar de vez a briga pela legalização do negócio. Entre outros motivos, porque o setor da construção civil, do qual o empresário é expoente, poderá ser beneficiado pela legalização dos jogos de azar e dos cassinos.

“O Nigri é bom jogando pôquer, que requer inteligência e estratégia. Defender a liberação dos jogos e ser lembrado como alguém que usou o seu prestígio no governo e no Congresso para mudar a legislação dará a ele vantagem quando essas empresas vierem para o país”, afirmou o lobista. “E não tem nada de errado, porque ele não está contratando com o governo, não ganhará dinheiro público, seus negócios serão todos com empresas privadas.”

Fonte: GMB / Veja