LUN 26 DE OCTUBRE DE 2020 - 12:10hs.
Luc Lebleu, Chefe para Espanha & LatAm

“Nos encantaria poder levar a alegria brasileira à plataforma da GIG"

A GIG (Gaming Innovation Group) vive o primeiro ano focado na América Latina, uma das regiões nas quais a empresa vê muito potencial para se expandir com sua plataforma para cassino, cassino ao vivo, apostas esportivas, pôquer e loterias. A GIG assinou recentemente um acordo com o Grupo Slots na Argentina e o Brasil já está no radar, como revela Luc Lebleu, Chefe para Espanha & LatAm, em entrevista exclusiva ao GMB. “Já conversamos com diversas firmas e pessoas do setor no Brasil”, admite o executivo.

GMB - Esta é uma das primeiras entrevistas que a GIG dá para o mercado brasileiro. Conte-nos um pouco mais sobre quais serviços oferecem e em quais mercados operam.
Luc Lebleu -
A GiG oferece uma plataforma para operadoras novas e existentes que desejam lançar sua marca online, migrar sua operação atual para uma plataforma melhor ou se beneficiar de uma operação física de cassinos e de apostas para lançar sua marca online com uma das melhores plataformas omnicanal de jogo e apostas.

Oferecemos nossa plataforma para cassino, cassino ao vivo, apostas esportivas, pôquer e loterias; mas também temos serviços gerenciados por nós para as operadoras. Serviços como Mídia, no qual cuidamos da aquisição de jogadores e até a sua retenção se o operador assim o desejar, ou GiG Comply, que é uma ferramenta especialmente útil em mercados regulamentados para garantir que a sua marca não fique indevidamente exposta na Internet.

Especificamente na LatAm, onde pode-se ver seus produtos e qual é o resultado da região, segundo o seu ponto de vista para a companhia?
Este é o primeiro ano que focamos na América Latina como uma das regiões em que vemos muito potencial de expansão. No início, a COVID abrandou um pouco os planos que tínhamos de fazer um impacto mais forte, no entanto, temos trabalhado muito nos bastidores para estabelecer relacionamentos com muitos grupos de todos os tamanhos na América Latina em geral e temos colhido os frutos disso.

Não descartamos que a LatAm possa representar uma das regiões mais importantes para nós nos próximos anos. Existem muitos grupos de cassinos físicos que podem se beneficiar da nossa plataforma omnichannel, nosso mecanismo de lógica e automação GiG Logic, e também nossa solução GiG Data.

Nesse contexto, a GIG tem como uma de seus grandes objetivos uma forte expansão na América Latina?
Nosso principal objetivo é trazer os grupos tradicionais de Cassino online da melhor maneira possível. Existem vários públicos muito fortes cujas necessidades são diferentes umas das outras. E é aí que entramos, com nossa experiência incomparável de fazer o mesmo para Hard Rock ou Sky City. Nossa empresa está pronta para que a transição seja ótima, mas também para que o cross-selling do online para o offline e vice-versa seja contínuo através de ferramentas de fidelidade que só nós temos.

Recentemente, assinaram um acordo com o Grupo Slots, que opera em 20 jurisdições na Argentina e tem como objetivo obter uma licença online na Cidade de Buenos Aires. Como é essa sociedade e quais são as expectativas em longo prazo da GIG?
Começamos a conversar com os senhores do Grupo Slots há alguns meses, e esse princípio de acordo reflete o que queremos alcançar na região; assinar um acordo com um grupo sólido e consolidado com anos de experiência no setor do jogo físico e do entretenimento através dos seus estabelecimentos e cassinos, bem como hotéis, entre outros. Todos vivemos uma situação única com a pandemia, mas desde o início os senhores do Grupo Slots demonstraram grande profissionalismo, conhecimento do setor e seu 'know-how' local, e respondemos da mesma forma.

Este acordo é o resultado de muitas reuniões, conversas e análises de ambas as empresas, e uma visão compartilhada sobre para aonde queremos levar o Grupo Slots nos próximos anos. Existimos por e para nossos operadores; nosso objetivo é o seu crescimento e consolidação no mercado em que se encontra.

 

 

O Brasil é o grande mercado adormecido que almejam? Já têm operadoras interessadas em ter seus produtos para este mercado?
Claro, o Brasil é de interesse. Já conversamos com diversas empresas e pessoas do setor, mas ainda não temos nada a anunciar. Esse mercado é, sem dúvida, o maior da região e um dos maiores potencialmente do mundo, e adoraríamos trazer um pouco da alegria brasileira para a nossa plataforma. Essa seria uma grande conquista para uma empresa de mídia ou outra entrar no mundo dos jogos online, como acontece em outro grande mercado como o mexicano.

Pelas características complexas do mercado brasileiro ou mesmo do país, a ideia da GIG é chegar ao Brasil com uma parceria local ou seriam totalmente independentes?
Não celebramos um esquema de parceria com nossas operadoras. Oferecemos-lhes a melhor plataforma do setor, com todas as suas ferramentas e toda a nossa experiência ao longo dos anos a lançar cassinos e casas de apostas, mas não pensamos em ter 'uma parceira local'. A plataforma será sempre independente, com acordos segundo o mercado, mas o nosso objetivo não é sermos operadores, mas sim fornecer todas as nossas máquinas ao operador, para que ele possa ter o sucesso que deseja. Nesse sentido, se pudermos, vamos levar uma operadora pela mão e gerenciar muitos dos serviços como aquisição e retenção de jogadores, análise de dados e CRM, entre outras áreas que são fundamentais para o bom desenvolvimento da operadora.

De acordo com a sua análise, quais dos seus produtos poderiam ter mais sucesso no Brasil?
Acho que todos concordaremos que apostas esportivas e pôquer são os produtos que estão melhor posicionados no Brasil. Devido à sua história recente com relação a jogos de azar e cassinos, a operadora que tem uma parte interessante do mercado de apostas e pôquer é bem-sucedida em suas mãos. Mas, como em todos os mercados, os jogos de cassino vieram para ficar.

Caso a regulamentação que está sendo analisada seja vantajosa e devido ao porte do país, pode-se considerar a instalação física de um escritório da GIG no Brasil?
Não descartamos nada. Os números, tanto financeiros quanto de clientes, ditarão nossos próximos passos nesse sentido.

A pandemia alterou os planos de quase todos os protagonistas do setor. Isso também aconteceu com a GIG? Qual mercado latino-americano e global você imagina após a pandemia?
A pandemia deixa alguns mais afetados do que outros, isto em todos os setores. Tivemos que ajustar nossos planos e estratégias, pois não podíamos viajar para fechar negócios, por exemplo, ou estar presente em uma feira do ramo. Mas tudo correu bem. Sem dúvida, o mercado de jogos físicos sofreu um terremoto que afetou seus alicerces, mas a adversidade é quando temos que ver as oportunidades que o mundo nos oferece e, embora seja verdade que antes alguns grupos de jogos físicos se opunham ao online, hoje não conheço um único grupo que não esteja lá ou esteja estudando ou lançando sua marca online.

A tecnologia existe para tirar vantagem disso, não para fugir dela. Tudo está ao nosso alcance, e com certeza o país que ainda não está regulamentado está contemplando isso ou estará em um futuro próximo. No final, todos ganham: as empresas se mantêm vivas, criam empregos, se expandem e os governos arrecadam impostos e podem reinvestir na saúde, como acontece na Colômbia.

Fonte: Exclusivo Games Magazine Brasil