MAR 16 DE AGOSTO DE 2022 - 15:33hs.
Brazilian iGaming Summit - BiS 2022

Apostador brasileiro cria tendencias que são exemplos para o mercado internacional

O Brazilian iGaming Summit trouxe um debate importante sobre as preferências do apostador brasileiro e como os operadores devem se adaptar a elas para terem sucesso no país. No painel “Provedores e Operadores de Jogos: soluções, expectativas e boas práticas”, moderado por Pedro Lucas (Super Afiliados), Jesus Rafael Campos (Betconnnections), Isaac Mizrahi, (Soft2Bet) e Ramiro Atucha (Vibra Gaming) contaram suas experiências com a operação no país.

O moderador Pedro Lucas, Chefe de Afiliação da Super Afiliados, puxou o fio condutor do debate afirmando que um dos principais diferenciais do mercado brasileiro é a localização do apostador: “Nós temos sempre que falar da regionalização dos produtos. Os sites nos procuram querendo saber o que fazer para entrar no mercado brasileiro. Muitos fazem uma tradução, mas, apenas isso não atende as expectativas dos consumidores. É importante também entender as tendencias de para onde o mercado está fluindo”.

Colaborando com a ideia do moderador, Jesus Rafael Campos,  CEO da Betconnnections, afirmou que sua experiência já o levou a identificar algumas características peculiares do apostador nacional: “Acreditamos que o acontece no Brasil deve servir de referência internacional. Do nosso lado, estamos trabalhando para conhecer a fundo o mercado. Temos uma capacidade enorme de apoiar os reguladores, operadores e toda a indústria".

"O Brasil é um grande país, um imenso território segmentado em regiões que tem uma preferência cada e quanto a comunicação, a direção correta é atendê-las de maneira justa e individual”, explicou o executivo.

 

 

Já Isaac Mizrahi, Country Manager Brasil da Soft2Bet, apontou que o mergulho nas preferências do apostador fez com que a empresa adotasse uma postura completamente nova. “A primeira dificuldade que eu encontrei ao entrar na empresa é que os sites eram apenas traduzido. Uma simples tradução não quer dizer que você está adaptado ao mercado. Para nós e nossos parceiros é importante que façamos também uma localização. Com essa ideia fizemos toda uma mudança nos sites adaptando para mercado brasileiro que por ser muito novo temos que ficar atentos as tendencias que o próprios usuários estão criando”, contou.

 

 

Comentando parte da experiência vivida em outros países onde a regionalização também é forte, Ramiro Atucha, CEO da Vibra Gaming, lembrou que o brasileiro também se guia por saudade temporal que pode ajudar os operadores. “Os jogos em que os brasileiros apostavam aqui em 2005, quando são encontrados em um cassino online faz com que os jogadores se sintam em casa. Não quer dizer que eles jogaram sempre, mas, esse esforço feito pelo operador faz com que o jogador tenha um distanciamento menor”.

Já no final do painel a questão da regulamentação da atividades também foi levantada. O mais incisivo nessa questão foi Ramiro Atucha que afirmou ser necessário abandonar o paternalismo e entender que as pessoas que desejam apostar irão conseguir de algum jeito.  

 

 

“Todo aquele está contra a regulamentação do jogo apoiam ao jogo não regular. As pessoas vão encontrar formas de apostar. Com a atividade regulamentada podemos proteger o apostador, arrecadar imposto, ajudar jogadores com problemas. Nossa sociedade paternalista tem que começar a tratar as pessoas como adultas, ajudar, educar, sem tirar a escolha; pois quem quer jogar, vai jogar”, concluiu.

Fonte: Exclusivo GMB