O mercado de iGaming movimentou R$ 37 bilhões em seu primeiro ano em operação devidamente regulamentada no Brasil. Esse valor ficou um pouco acima da projeção de R$ 36 bilhões, o que mostra que os resultados superaram as expectativas.
No entanto, este é apenas o ponto de partida do setor. Atualmente, o mercado de iGaming compõe não só as bets, mas também uma série de negócios que se movimentam ao redor delas, gerando mais de 300 mil empregos no país.
Mas e quem quer entrar no setor agora? Quais são as estratégias mais eficazes para conseguir crescer nesse segmento competitivo?
Segundo os dados do mercado, cerca de 10% dos brasileiros já jogam em operadores licenciados no Brasil, com gasto médio de US$ 347,95. Isso significa duas coisas: a primeira é que há espaço pra crescer. Afinal, o setor chegou apenas a 1 em cada 10 brasileiros, uma proporção menor do que em outros países.
A segunda coisa é que as empresas da área precisam entender a relação de métricas como CAC (Custo de Aquisição de Clientes) e LTV (Gasto médio do cliente em seu tempo com a empresa). Se um jogador de iGaming médio movimenta ao redor de US$ 347 no ano, então as empresas podem investir valores menores do que estes para conquistar esse cliente.
É por isso que existem plataformas no mercado que oferecem bônus de cassino com giros grátis e outras surpresas. Afinal, nessas promoções, as plataformas “dão” ao jogador a chance de jogar com rodadas gratuitas e outras vantagens diversas.

O custo dessa ação é menor do que o LTV médio que o usuário trará, o que permite ao negócio crescer com sustentabilidade.
O Brasil é um país de proporções continentais e nem todos os usuários compartilham do mesmo tipo de recurso tecnológico para acessar os portais de iGaming. Um exemplo simples ajuda a explicar: segundo os dados oficiais, apenas 20% das linhas móveis no Brasil são compatíveis com o 5G. Ou seja: é provável que a maior parte dos acessos das plataformas de iGaming venham de usuários que não possuem a tecnologia no momento.
Portanto, os sites de iGaming precisam ser adaptados para o acesso via 4G, para facilitar a vida do usuário. E por falar nisso…
O cliente do mercado de iGaming tem, hoje, muitas opções por onde escolher. Portanto, qualquer empresa que queira entrar na área precisa de um diferencial competitivo significativo e a tecnologia pode ajudar nisso.
Uma boa ideia é evoluir a maneira como os slots são organizados nos sites: saem os menus estáticos e entram as interfaces dinâmicas e hiperpersonalizadas, usando algoritmos de machine learning para sugerir títulos com base na preferência do usuário ou no seu histórico. Iniciativas assim entregam valor para o usuário e destacam uma empresa nesse setor competitivo.
Não restam dúvidas de que a tendência é que o iGaming esteja entre os mercados com maior crescimento nos próximos anos. As empresas que entenderem as lições e souberem navegar nesse nicho vão pegar bons ventos no futuro próximo.