Esses dados fazem parte de um levantamento realizado pelo portal Bônus de Apostas, que analisou o comportamento de busca e tráfego dos apostadores brasileiros entre março de 2024 e março de 2026, usando as ferramentas Ahrefs e Similarweb como base.
O número chama atenção. Mas o que está por trás dele é ainda mais interessante.
Ao olhar para o ranking de tráfego, a primeira coisa que salta aos olhos é o domínio absoluto da Betano: 426 milhões de acessos mensais. Sozinha, ela representa quase um terço de todo o tráfego das 10 maiores casas do país.
A Superbet vem em segundo, com 190 milhões, menos da metade da líder. A 7Games fecha o pódio com 150 milhões.

A lista completa das 10 mais acessadas em março de 2026:
Três marcas: Betano, Superbet e 7Games concentram sozinhas mais de 766 milhões de acessos mensais. Ou seja, mais da metade de todo o tráfego do setor passa por apenas três plataformas.
O apostador brasileiro mudou. E os dados provam isso.
Uma das descobertas mais relevantes do estudo é a mudança no comportamento de busca do usuário. Em 2024, boa parte das pesquisas no Google era feita com termos genéricos, como: "casa de aposta", "apostas esportivas", "cassino online". Hoje, em 2026, esse padrão virou minoria.
O apostador brasileiro passou a buscar diretamente pelo nome da plataforma. Ele não quer mais explorar opções, ele já decidiu onde vai.
Essa mudança tem um nome no mercado: buscas navegacionais. E ela é um sinal claro de que o mercado amadureceu. O usuário médio de apostas no Brasil hoje não é mais um curioso que está descobrindo o setor. É alguém que já conhece as marcas, já têm preferências formadas e, na maioria das vezes, já sabe onde vai depositar antes mesmo de abrir o Google.

Em volume de buscas por marca, o ranking de março de 2026 ficou assim:
Um dado que surpreende na pesquisa é a distância entre quem lidera as buscas e quem lidera o tráfego. A Bet365, por exemplo, é a segunda mais buscada do Brasil, mas só aparece na quinta posição em volume de acessos. A Superbet faz o caminho inverso: é a terceira em buscas, mas chega à segunda posição em tráfego.
Isso indica que grandes casas como a Superbet constroem uma parcela relevante do seu tráfego fora do Google por meio de patrocínios esportivos, TV, redes sociais e influenciadores. O usuário chega sem precisar pesquisar.
É um modelo de aquisição que exige muito mais investimento, mas que cria uma base de usuários mais sólida e menos dependente de algoritmos.
Em janeiro de 2025, a regulamentação do mercado brasileiro proibiu os bônus de boas-vindas nas plataformas de apostas. O impacto foi imediato nos dados de busca.
Antes dessa data, termos como "bônus de cadastro" e "plataforma que dá bônus" eram os principais gatilhos de entrada no mercado, o usuário entrava pelo bônus, ficava pela experiência. Depois da proibição, o volume dessas buscas estabilizou e, em alguns períodos de 2025, chegou a recuar.
O que o estudo mostra é que o interesse nos bônus não sumiu. Ele mudou de posição na jornada de decisão. Hoje, o bônus não é mais o motivo pelo qual alguém escolhe uma casa. É um detalhe que pode pesar na hora final, mas a escolha começa em outro lugar: na confiança na marca.
O estudo do Bônus de Apostas aponta para um mercado cada vez mais concentrado e orientado por reconhecimento de marca. Novas plataformas enfrentam uma barreira de entrada muito mais alta do que há dois anos, porque não basta ter boas odds ou um bônus atraente. É preciso estar presente na cabeça do usuário antes mesmo de ele abrir o buscador.
Para o apostador, esse cenário tem dois lados. Por um lado, as grandes marcas tendem a oferecer mais segurança, suporte e estabilidade. Por outro, a concentração de mercado reduz a competição, e menos competição, historicamente, não é boa notícia para quem está do lado de cá da tela.
O levantamento completo, com todos os dados, gráficos e análises segmentadas por tipo de busca e período, está disponível na página da pesquisa completa.