A proposta inicial prevê um contrato de patrocínio máster de R$ 453 milhões por três anos, além de 3% sobre o lucro da operação com o Corinthians tendo controle total da marca. Ainda assim, a operadora já sinalizou a intenção de elevar os valores.
A nova oferta deve aumentar as cifras para R$ 720 milhões, o equivalente a R$ 180 milhões por ano em um vínculo de quatro temporadas. A expectativa é que essa proposta seja apresentada ao Timão nos próximos dias.
Antes, a empresa já havia enviado uma apresentação a pessoas ligadas ao clube propondo R$ 680 milhões por quatro anos de contrato. O UOL apurou, porém, que essa oferta ainda não foi formalmente apresentada à diretoria corintiana. Fontes ligadas à empresa afirmam que a proposta de R$ 170 milhões anuais foi encaminhada a pessoas de confiança no Timão como forma de evitar um eventual leilão.
O UOL também apurou que há interesse da empresa em cobrir eventuais propostas de patrocínio máster que venham a ser feitas ao clube. Paralelamente, o Corinthians negocia a renovação do contrato com o Esportes da Sorte, atual patrocinador máster.
Gatilhos podem chegar a R$ 220 milhões
A proposta inclui ainda até R$ 220 milhões em bônus, além do valor fixo e do percentual sobre o lucro da operação. Apenas em premiações por títulos, o Corinthians pode arrecadar até R$ 156 milhões ao longo de quatro anos, distribuídos da seguinte forma:
* R$ 6 milhões por título do Campeonato Paulista;
* R$ 8 milhões por título da Copa do Brasil;
* R$ 10 milhões por título do Campeonato Brasileiro;
* R$ 15 milhões por título da Libertadores.
Há também bonificações por classificação à Libertadores:
* R$ 4 milhões em caso de vaga na fase preliminar;
* R$ 8 milhões por vaga direta na fase de grupos.
Outros gatilhos menores, atrelados ao desempenho esportivo do clube, também estão previstos no contrato.
Empresa aposta em projeto ousado com bet própria
A proposta é criar uma casa de apostas com a marca Corinthians, garantindo ao clube total controle da operação.
Segundo a empresa, o modelo evita qualquer ilação sobre marketing de emboscada, prática em que uma companhia utiliza a exposição do clube por curto período e rompe o contrato após obter visibilidade.
Outro ponto destacado é a transparência financeira: o Corinthians teria acesso aos números reais da operação, o que poderia facilitar futuras renovações contratuais ou negociações com outras empresas.
O projeto também prevê campanhas e ações de marketing direcionadas exclusivamente ao clube e ao público corintiano.
Corinthians faz análise, mas vê riscos
O Corinthians encaminhou a proposta inicial ao setor de compliance, que avalia a empresa e o grupo responsável pela operação.
Internamente, há receio em razão da falta de lastro da bet. A marca foi licenciada apenas neste ano e ainda é pouco conhecida no mercado. Além disso, a empresa esteve entre as citadas na CPI das Bets, no Senado, no início do ano.
Casos recentes envolvendo empresas como Taunsa e Vai de Bet também influenciam a cautela do Corinthians em firmar novos negócios com companhias de menor reputação no mercado.
Fonte: UOL