SÁB 19 DE OUTUBRO DE 2019 - 12:19hs.
Opinião - Marcos Lucas, presidente da Aviesp

Cassinos: discussão sobre legalização da prática precisa avançar

O presidente da Associação das Agências de Viagens do Interior do Estado de SP (Aviesp), Marcos Lucas, escreveu uma coluna no site Brasilturis para defender a legalização dos jogos se ela vier acompanhada de uma política que facilite mais investimentos no País. 'Quem viaja para jogar consome em bares, restaurantes, hotéis e muitas outras coisas e é isso que ajuda a gerar empregos. A implantação dos cassinos pode ser um meio de induzir o crescimento de uma atividade econômica importante”, assegura Lucas.

Tramita na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que prevê a legalização dos jogos com a justificativa de que isso aumentaria sensivelmente a arrecadação tributária. Trata-se do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil. E isso envolve também os cassinos, elemento que atrai turistas no mundo todo e movimenta grandes volumes de recursos. Eles são a base de uma série de resorts em diversos destinos e, com a proibição, o Brasil ficou para trás.

O Brasil recebe hoje 6,5 milhões de visitantes internacionais. Embora tenhamos um potencial inquestionável no que diz respeito aos nossos atrativos naturais, há um gargalo muito grande quando se fala em infraestrutura. A liberação – mesmo que moderada – dos cassinos em resorts traria, sem dúvida nenhuma, um importante incremento em equipamentos.

É claro que os cassinos compõem um importante nicho do turismo mundial. No Brasil geraria empregos e ajudaria no aquecimento da economia. Estudos apontam que, somente em impostos, o potencial é de gerar R$ 18 bilhões por ano. Embora seja uma proposta do Legislativo, o próprio governo não se opõe e já pediu para que os parlamentares discutam o projeto mais a fundo. E a sociedade deve participar nesta discussão.

O presidente da Comissão de Turismo da Câmara, Newton Cardoso Jr, foi a Las Vegas, um dos maiores ícones mundiais quando se fala em cassinos, com o objetivo de conhecer a infraestrutura relacionada ao jogo. Em seguida fez um relato à comissão que acompanha o Marco Regulatório dos Jogos no Brasil. Segundo ele, a arrecadação gerada pelo jogo naquele destino é de apenas 30% da renda de toda a cidade. Isso significa que estrutura de hospedagem e entretenimento associados à atividade é que movimentam a economia local.

Os cassinos, portanto, não podem ser o fim, mas sim um meio de induzir o crescimento de toda uma atividade econômica importante. Quem viaja para visitar cassinos consome em bares, restaurantes, hotéis e muitas outras coisas. E é isso que ajuda a gerar empregos. Não defendemos a legalização por si só, mas sim que ela venha acompanhada de uma política que facilite mais investimentos no País. Não se trata também de uma solução única para ampliarmos o número de visitantes, mas de mais um elemento que pode contribuir.

Fonte: Brasilturis