DOM 26 DE MAIO DE 2019 - 10:53hs.
Para os cassinos nos próximos anos

Rio de Janeiro e Nova York: próximos objetivos de Las Vegas Sands

Há um tempo se sabe que um dos operadores de cassinos em resorts mais importantes do mundo, o Las Vegas Sands, tem o Brasil como um de seus maiores objetivos. No final de 2018, Sands confirmou que possui interesse em uma expansão para cidades onde ainda não possui representação. Por isso o Rio de Janeiro junto com Nova York seriam as prioridades para os próximos anos. O investimento se calcula em bilhões de dólares.

A companhia Las Vegas Sands Corporation foi criada em 1988, com outro nome, pelo empresário norte-americano Sheldon Adelson, presidente até hoje. Atualmente, ela possui 11 propriedades espalhadas entre os Estados Unidos, Singapura e China. Ele é considerado dono de uma das maiores empresas do ramo, com um valor de mercado na casa dos US$ 60 bilhões, segundo a revista Forbes.

Recentemente, a empresa começou a analisar a possibilidade de ter negócios no Brasil, especificamente no Rio de Janeiro. Com lucros na casa dos US$ 900 milhões, contando apenas os últimos meses de 2018, dinheiro não seria problema para os norte-americanos. A Las Vegas Sands estaria disposta a investir cerca de US$ 10 bilhões para abrir uma propriedade na cidade carioca.

No início de 2018, Sheldon Adelson veio até o Brasil e realizou uma reunião com o prefeito Marcelo Crivella. Em entrevista ao Valor Econômico, o carioca explicou o projeto. “Nós teríamos aqui um cassino tipo o que ele fez em Singapura, onde 5% é o cassino, e tem centro de exposições, centro de convenções, e hotel, com duas torres enormes.”

A ideia da Las Vegas Sands seria ocupar uma área próxima do Aeroporto Santos Dumont, porém o prefeito garante que isso não deve ocorrer. “Recebi a visita do Adelson e ele está interessadíssimo. A ideia dele era comprar uma área do Santos Dumont. Tirei isso da cabeça dele, para ele comprar o Porto Maravilha,” completou Crivella.

Os impactos no turismo e na economia do país podem ser positivos, já que o Brasil busca melhores números econômicos. Segundo o Ministério do Turismo, em 2017, o país recebeu menos de 7 milhões de turistas no ano. Apenas a cidade de Singapura recebe quase 19 milhões de visitantes. Ou seja, o Brasil está longe de ser um país muito procurado por estrangeiros. O Rio de Janeiro, por exemplo, é apenas o 94º colocado na lista das 100 cidades mais visitadas do mundo, pela Euromonitor International.

A expansão da Las Vegas Sands não deve ser apenas no Brasil. Outro plano que já está sendo colocado em prática é para abrir um cassino da empresa em Nova York. Segundo relatos, Sheldon Adelson contratou o antigo funcionário do governo da cidade, Howard Glaser, como consultor para essas expansões. Além disso, ele já estaria se reunindo com alguns dos principais empresários da cidade.

Adelson também já teria realizados acordos com a Kivvit, uma firma que possui bons contatos com Andrew Cuomo, atual governador do estado de Nova York. Enquanto isso, a Las Vegas Sand ainda se preocupa com o lançamento de um projeto inovador em Las Vegas, mas que deve acontecer apenas em 2021.

Ao mesmo tempo que o âmbito político do Brasil discute diferentes possibilidades e nas Câmara dos deputados e senadores existem projetos de lei sobre o tema, Las Vegas Sands aguarda para fazer um novo movimento e a partir daí uma nova jogada. Um cassino no país poderia ser uma tentativa diferente de expandir o turismo, que ainda carece de maiores investimentos.  

Fonte: GMB / Portal Rondonia