DOM 25 DE JULIO DE 2021 - 03:28hs.

Psicologia e Cassino - Por que algumas pessoas se viciam?

Os jogos de cassino são uma das práticas mais antigas da humanidade. Com origem desconhecida, o registro mais antigo que se tem atualmente é de uma casa em Veneza, na Itália, em 1638. A prática existe até hoje por proporcionar divertimento, além de ser um ambiente para socialização.

No entanto, há um número considerável de pessoas que acabam se viciando de modo não saudável e perdem grandes fortunas numa tentativa de preencher os vazios emocionais que há dentro do processo psíquico. Desde jogos de cartas, 21, Bingo e outros, todos podem gerar compulsão. A pergunta que fica é: por que isso acontece?

Segundo o psiquiatra Estevão Leopoldo em uma entrevista ao canal EBC, o processo é bioquímico: "Seu corpo tende a se auto regular, sair de um estado ruim e voltar pra um estado de saúde. Ou seja, o corpo tem uma capacidade de se estressar e voltar pra esse estado. O corpo libera nos momentos de tensão hormônios como adrenalina e cortisol, que são os hormônios de stress, e após esse momento, os hormônios se organizam e libera substâncias que dão a sensação de prazer, como a citocina e a dopamina".

Já a psicóloga Denise Gomes do Rio de Janeiro, diz que as pessoas precisam unir a psicoterapia com a psiquiatria para conseguirem superar o vício em jogos, atingindo não só o lado biológico citado anteriormente, mas também o psicológico.
 

 

Segundo ela, muitas pessoas possuem "vazios existenciais" e estas acabam arrumando algum tipo de "válvula de escape" para fugirem da realidade, descontando toda a sua energia em alguma coisa. Algumas pessoas se viciam em drogas ilícitas, outras em comidas, jogos eletrônicos etc.  O problema, segundo ela, é o exagero.

"Como diz o dito popular: 'a diferença entre o remédio e o veneno está no dose' e isso serve para todos os segmentos de nossas vidas. Isso vale para aquelas pessoas que descontam toda sua energia em um amor, em pessoas alcoólatras e também para os viciados em jogos" - diz Denise Gomes conversando com o site "Fãs da Psicanálise".

Já o Estevão Leopoldo defende que há várias linhas de tratamento, defendendo também que o mais indicado é a psicologia comportamental: "Acredito que há duas formas de você pensar isso. Uma consciência individual, em que você vai tratar a forma de vida da pessoa – como ela pensa, como se articula – e a saúde neurofisiológica, que se relaciona com processos traumáticos, com o estresse e toda essa cadeia de funcionamento neurofisiológico. "

 Ainda segundo Gomes, é comum que os jogadores compulsivos tenham dificuldades em outros aspectos da vida, mas ao contrário da dependência química, ela está mais associada ao Transtorno Obsessivo Compulsivo, o TOC. O sentimento de satisfação não é análogo aos prêmios que podem ser conquistados, mas a adrenalina que o jogo pode causar. No entanto, Denise Gomes tem uma visão otimista perante os jogos.

"Os jogos passam a ser um problema a partir do momento em que atrapalham a vida social e financeira do indivíduo. Exceto nesses casos, os cassinos podem ser um ótimo ambiente de socialização e diversão".
 


Hoje, a regulamentação de cassinos é debatida no país. Todavia, na internet pode-se jogar livremente e legalmente quase todos os tipos de jogos comumente encontrados nestes lugares.

Em sites de apostas online como o NetBet, hoje em dia, há um sistema de segurança próprio que criptografa as informações particulares dos usuários para que nenhum dado seja vazado, além de que o próprio canal promove alguns sistemas de controle automático para que o jogador também não extrapole seus gastos ou o seu tempo no jogo, incluindo: Limites onde o jogador coloca um limite para depósitos, transferências e perdas; Moderação, onde controla quanto tempo está jogando; Cronômetro que estipula-se um limite de tempo e, assim que ele for atingido, a página é desconectada; Intervalo, semelhante ao anterior, mas o site dá um intervalo que pode ser desde 24 horas até 30 dias e a Autoexclusão para quem acha que precisa ser bloqueado pelo sistema por, no mínimo, seis meses.