SEG 16 DE SETEMBRO DE 2019 - 21:52hs.
Em Goiânia

Legalização dos cassinos foi tema da 98ª reunião ordinária do Fornatur

A 98ª reunião ordinária do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), realizada em Goiânia, contou com a presença da ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Ali o secretário de Pernambuco, Rodrigo Novaes, e o próprio presidente do Fornatur, Hugo Paiva, defenderam a legalização dos cassinos como uma ferramenta geradora de emprego e renda. O Fórum contou com a presença de 21 secretários e dirigentes estaduais do turismo de todo o Brasil.

A descentralização da verba para promoção nacional e internacional, criação da área de Inteligência de Mercado, liberação de cassinos com legislação específica e número limitado por estados, participação integrada dos Estados em feiras e eventos, formatação de um modelo de segurança com as Zonas de Interesse Turístico e a integração de políticas públicas entre a União e os Estados. Esses foram alguns dos temas debatidos na 98ª reunião ordinária do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), promovido pela primeira em Goiânia. O Fórum contou com a presença de 21 secretários e dirigentes estaduais do turismo de todo o Brasil.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, destacou que a integração das políticas públicas do setor nos âmbitos federal, estadual e municipal cria uma consciência sobre a importância da união em torno das prioridades do país. “Estar aqui hoje, no Dia Nacional do Turismo, com representantes dos 26 estados e do DF, mostra que nós todos somos um. Nossas prioridades estão se afinando, estamos trilhando os mesmos caminhos. Queremos, juntos, colocar o Brasil no eixo do desenvolvimento e o turismo é um dos principais aliados”, definiu.

O secretário de Pernambuco, Rodrigo Novaes, avaliou que os desafios do estado, de total vocação turística, se renovaram. “Para formatar um produto turístico, precisamos melhorar a infraestrutura, a promoção, e também defendemos os cassinos, uma ferramenta que casa bem com a criação de polos geradores de emprego e renda no interior do estado. Estamos com os olhos voltados para o turismo e para o que o turismo pode transformar no país”, concluiu.

O presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, anfitrião da reunião, destacou a importância de uma política pública efetiva para o segmento turístico em Goiás. “Somos uma região integrada com o Centro-Oeste, pelo Consórcio Brasil Central. E, de acordo com o governador Ronaldo Caiado, que nos dá total liberdade de trabalho, vamos priorizar o desenvolvimento regional do Estado. Temos 10 regiões belíssimas, com potenciais de todas as formas possíveis e um mosaico de belezas. Infelizmente, nos últimos anos, foram priorizadas outras áreas econômicas. Precisamos apostar no turismo para levar oportunidade de desenvolvimento para todo Estado. Nosso papel como parte do poder público é apoiar e ajudar as pessoas desta área a empreender”, afirmou.

O presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Leônidas Oliveira, apresentou o que chama de “Nova Embratur”, que será transformada em uma agência de promoção internacional do turismo. “As agências, em geral, têm se mostrado mais eficientes que o modelo de gestão de autarquia, com mais flexibilidade para parcerias com o mercado, parcerias internacionais e, sobretudo, o incremento de orçamento. Isso permite receber dividendos de doações e de parcerias público-privados, além do recurso vinculado”, detalhou.

O atual presidente do Fornatur, Hugo Paiva, lembrou que essas medidas são urgentes porque o Brasil assiste “de camarote” países como Peru e Argentina terem desempenho mais expressivo no setor, mesmo tendo recentemente sediado grandes eventos, como as Olimpíadas, as Copas do Mundo e a das Confederações. 

“Convidamos o ministro e o presidente da Embratur, aproveitando a realização do Conotel em Goiânia, para tratar de temas que são travamentos na atividade turística nacional, como a malha aérea, liberação dos cassinos e dos parques nacionais. Um em cada cinco empregos gerados no mundo, no mínimo, são oriundo do setor, segundo a Organização Mundial do Turismo. Neste momento de crise econômica, como é o caso de Goiás, o turismo é a resposta mais rápida para esse problema, com a geração de emprego e renda”, apontou.

Fonte: GMB