LUN 26 DE OCTUBRE DE 2020 - 13:24hs.
Opinião - Hélio Rocha, escritor

“Jogo em cassinos não será ruim para o Brasil”

'O governo poderia criar receitas como tributando os cassinos, no caso de legalização do jogo no Brasil, em vez de recriar o imposto sobre operações financeiras, que é reprovado por imensa maioria. A atividade, na verdade, não seria ruim para o Brasil', assegura Hélio Rocha, escritor e membro da Academia Goiana de Letras numa coluna de opinião no jornal “Opção” de Goiânia. Para ele, cassinos não devem funcionar em todos os lugares, e sim em áreas específicas. 'Em Goiás, um local adequado, por exemplo, é o eixo Caldas Novas-Rio Quente', afirma.

O governo poderia criar receitas como tributando os cassinos, no caso de legalização do jogo no Brasil, em vez de recriar o imposto sobre operações financeiras, que é reprovado por imensa maioria.

O jogo, na verdade, não seria ruim para o Brasil. Tem gente que acha que pobres podem perder dinheiro em jogo, mas cassinos não são frequentados por eles. Pobres gastam dinheiro com jogo, isto sim, enchendo as lotecas para gastar com os jogos explorados pela Caixa Econômica Federal.

Cassinos não devem funcionar em todos os lugares, e sim em áreas específicas. Em Goiás, um local adequado, por exemplo, é o eixo Caldas Novas-Rio Quente.

Localidades onde funcionam cassinos não costumam ser inseguras e nelas não existe desemprego. Exemplos: Punta del Este, no Uruguai. Mar del Prata, na Argentina, e Viña del Mar, no Chile.

Vale a pena mencionar o exemplo de Atlantic City, no Estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. Era um balneário bastante frequentado, tempos atrás.

Com o início da era do jato na aviação, praias bem mais gostosas, como as do Caribe, ficaram mais acessíveis aos norte-americanos. Os turistas se afastaram e então Atlantic City começou a enfrentar desemprego e insegurança. A legalização do jogo acabou com o desemprego e a insegurança.

Fonte: Jornal Opção – Coluna de Hélio Rocha/GMB

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