SÁB 7 DE DEZEMBRO DE 2019 - 10:29hs.
Djary Veiga, CEO da Go Gaming

"Em breve os eSports se tornarão o segundo maior esporte do Brasil"

O GMB começa a conhecer as equipes que fazem os eSports acontecerem no Brasil. O nosso primeiro entrevistado é Djary Veiga, CEO da Go Gaming, holding que gerencia as equipes Rensga Esports e Orbi Gaming. Ele fala sobre a trajetória de suas equipes, projeta um grande futuro para a modalidade podendo ser o segundo esporte do país e afirma que os jogos e os esportes eletrônicos juntos farão bem aos dois mercados.

GMB - Fale um pouco sobre a trajetória da Rensga Esports, de que competições participa, suas maiores conquistas e os planos de crescimento? 
Djary Veiga - Participamos do último split do Circuito Desafiante que é a divisão de acesso ao campeonato brasileiro de League of Legends. Nosso objetivo é ser o maior time de Esports do Brasil, mostrar a força de Goiás para o resto do país e transformar o Centro-Oeste em um polo para os esportes eletrônicos.
Desde o início de Novembro estamos com uma peneira aberta para os times de LoL. Queremos dar oportunidade para atletas do Brasil todo e com atenção especial aos goianos. Ainda em 2019 vamos anunciar novas modalidades para a Rensga e, no ano que vem, faremos um grande plano de expansão para outros jogos. 

Como vocês têm observado o crescimento dos eSports no Brasil e o que projetam para o futuro das equipes de games?
Os eSports crescem em ritmos superacelerados. O jovem brasileiro é fanático por esporte eletrônico. Estamos muito entusiasmados com o futuro porque acreditamos que em breve os eSports se tornarão o segundo maior esporte do Brasil, gerando socialização e oportunidades de emprego para os jovens brasileiros.
As equipes de eSports se tornarão marcas conceituadas com respeito e tradição, similar aos clubes de futebol no Brasil, em breve teremos clubes de esportes eletrônicos tão grandes quanto os clubes de futebol.

Está em discussão no congresso a nova lei de regulamentação dos eSports por meio do PL 383/2017. Qual a visão de vocês sobre essa proposta e como ela pode impulsionar a atividade de equipes como a Rensga?
Acreditamos que a regulamentação dos eSports precisa ser feita de maneira correta. O mercado tem sua própria regulamentação, regras e especificidades, continua crescendo de forma independente, não vejo o PL 383/2017 como a solução. Creio que a regulamentação estatal precisa ser feita em parceria com os integrantes do ecossistema sempre com intenção de beneficiar o meio.

Sobre as apostas esportivas, acreditam que a regulamentação da modalidade pode trazer investimentos para as equipes como tem acontecido com o futebol e outras modalidades?
Totalmente. O mercado de apostas esportivas cresce e mantém números extraordinários. As empresas com certeza investirão em eSports para se comunicarem com os millenials. 

Acredita que os eSports também são uma modalidade em que se poderá apostar? Qual a sua visão sobre isso?
A geração millenial nasce no meio dos jogos digitais, onde o ambiente é extremamente competitivo e desde pequeno tenta ganhar seu próprio dinheiro, seja virtual ou físico. 

Existe uma grande preocupação quanto à integridade das modalidades em razão da regulamentação das apostas esportivas. Nos eSports também existe essa preocupação? Quais movimentos têm sido feitos quanto a esse ponto?
Acredito que os eSports são superssólidos; os torneios são jogados em estúdio, com a desenvolvedora acompanhando de perto. Mesmo com as apostas esportivas que já acontecem de forma "ilegal", a integridade da modalidade continua muito sólida como sempre foi.

Também está em debate a legalização de outros modais de jogos como cassinos, bingos, jogo do bicho e outros jogos online. Acredita que a legalização dos jogos pode gerar novas oportunidades para os eSports também, como novos complexos em resorts-cassinos para disputa de campeonatos, patrocínios, entre outros?
Acreditamos que sim. Novas marcas estarão presentes, novos investidores, ambientes para praticar a modalidade e já existem cassinos online que têm jogos digitais presentes.

Fonte: Exclusivo GMB