MAR 7 DE JULIO DE 2020 - 07:42hs.
US$ 1,59 bilhão

eSports crescem e tendem a movimentar R$ 8,5 bi em 2020

Somente no ano de 2018, o setor movimentou US$480 milhões (ou R$ 2,5 bilhões). Porém, 2020 vem sendo um ano inusitado, em que pessoas ficam em casa mais tempo e, consequentemente, se dedicam ainda mais ao entretenimento virtual. Por conta desse fato, os streamings de eSports já ultrapassaram a marca de US$120 milhões ou R$644 milhões em 2020, enquanto as receitas com a venda de produtos, ingressos, patrocínio, dentre outros, poderão somar US$ 897,6 milhões (R$ 4,8 bilhões), até o final do ano.

Já é fato que os eSports poderão se tornar um dos três principais centros de apostas esportivas, mas o que muitas pessoas desconhecem é que esse é um dos empreendimentos que mais crescem no planeta, especialmente durante essa crise em que estamos vivendo.

Somente no ano de 2018, o setor movimentou US$480 milhões (ou R$ 2,5 bilhões). Porém, 2020 vem sendo um ano inusitado, em que pessoas ficam em casa mais tempo e, consequentemente, se dedicam ainda mais ao entretenimento virtual. Por conta desse fato, os streamings de eSports já ultrapassaram a marca de US$120 milhões ou R$644 milhões em 2020, enquanto as receitas com a venda de produtos, ingressos, patrocínio, dentre outros, poderão somar US$ 897,6 milhões (R$ 4,8 bilhões), até o final do ano.

Somente em 2020, estima-se que o total movimentado pelo mercado global do setor chegará a incríveis 8,5 bilhões de reais (ou US$ 1,59 bilhão).

Dinheiro movimentado em eSports

Além do aumento nas receitas básicas como patrocínio, venda de ingressos e produtos, e direitos de mídia, os esportes eletrônicos também vêm movimentando mais dinheiro no que tange às apostas. Atualmente, muitas pessoas vêm buscando sites de apostas em e-sports confiáveis como forma de entretenimento, o que aumenta ainda mais as cifras da indústria. Eventos de games como Fortnite, League of Legends ou Counter Strike, por exemplo, atraem milhões de torcedores e movimentam bilhões de dólares todos os anos, tanto no Brasil quanto internacionalmente.

Grandes potências como a China, os Estados Unidos e a Coreia do Sul também vêm impulsionando o nicho de eSports. Em 2019, foram gerados mais de US$ 152 bilhões em receitas relacionadas ao setor.

Esportes a motor vêm migrando para a indústria

Por conta da rentabilidade e sucesso absoluto do segmento, muitas empresas começaram a migrar para os esportes eletrônicos como uma alternativa para movimentar o público torcedor e os participantes. Um exemplo são as categorias de ponta de esportes a motor, como é o caso da F1, Fórmula E, Indy, Nascar e MotoGP, que vêm promovendo corridas e campeonatos virtuais.

As corridas virtuais envolvem pilotos que fazem parte dos grids oficiais e, apesar de não serem uma categoria tradicional de eSports, a crise permitiu que jogadores dos esportes a motor migrassem para o ambiente virtual em prol do lucro e do público.

Assim como na vida real, os campeonatos virtuais também já envolvem polêmicas: desde o caso do piloto alemão Daniel Abt que contratou um piloto profissional de simulador para concorrer em seu lugar durante o ePrix de Berlim (19/05) ao caso de Bubba Wallace que, ao disputar a terceira prova da eNASCAR Pro Invitational Series no circuito de Bristol, foi tocado por um adversário, mas não conseguiu reparar os danos. Com um “rage quit”, Wallace se irritou e desistiu da corrida, a 150 voltas para o final.

Apesar das polêmicas, comuns em qualquer esporte real ou eletrônico, é óbvio que as corridas virtuais vêm ganhando mais espaço no setor, que já abrange games e competições clássicas como é o exemplo do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL), que ocorre no país desde 2012.

O CBLoL conta com um público imenso, sendo um dos campeonatos organizados pela desenvolvedora do game, a Riot Games. Há 13 regiões no total, cada uma com o próprio campeonato, como é o caso da Europa, Oceania, América do Norte, e países com servidor próprio, como o Brasil, Turquia, e China, por exemplo.

O que vem por aí?

No quesito de esportes a motor, veremos um crescimento considerável que já justifica a movimentação de R$ 8,5 bi prevista. No Brasil, a equipe Crown Racing, da Stock Car, está a ponto de selecionar os seus dois pilotos de automobilismo virtual para as competições do segundo semestre.

Já marcada lá fora está uma corrida eletrônica do IMSA e a oitava prova da temporada virtual do Australian Supercars. A Indy e a F1 tendem a voltar em breve assim como a Nascar, que retornou em maio. A F1 espera abrir a temporada 2020 com o GP da Áustria, no dia 5 de julho.