SEX 18 DE OUTUBRO DE 2019 - 22:56hs.
BgC 2019 - Painel de Operadores Online

Atenção ao jogador deve ser uma constante e prevista na regulamentação

Moderado por Magnho José, presidente do Instituto Jogo Legal, o painel contou com a participação de Rui Magalhães, CEO do Estoril Sol Digital, Peter Nolte, diretor da Patagonia Entertainment, Pierre Tournier, diretor de relações governamentais da RGA, e André Gelfi, CEO da Suaposta. “O Brasil não pode ficar esperando apenas a regulamentação das apostas esportivas. Deve avaliar como fazer isso de forma que não seja necessária nenhuma revisão logo depois de regulado', asegurou Nolte.

André Gelfi afirmou que a regulamentação das apostas esportivas tem causado muita expectativa por parte de operadores, já que a lei aprovada no final de 2018 foi o pontapé inicial de um processo que começou há tanto tempo. “Esperamos que a regulamentação prospere e gere as possibilidades de investimentos, empregos e arrecadação de impostos. Essa será a maximização de valor de nossa atividade”.
 


Segundo ele, a questão dos impostos ainda não está muito equilibrada na lei aprovada no final do ano e precisa ser reavaliada. “As apostas esportivas acabaram sendo aprovadas no meio das discussões do tema loteria e por isso talvez não tenha ficado bem adequada a questão tributária”, disse.

Rui Magalhães, do Estoril Sol, disse que tem acompanhado há muito tempo os rumos do mercado brasileiro e a aprovação da lei das apostas esportivas causou surpresa, pois nasceu de uma lei para as loterias. “Trazer as apostas esportivas para esta importante vitrine é muito importante e um passo positivo para o jogo online como um todo. No setor de jogos, as empresas devem ter como foco o jogador, seguindo regras para protegê-los e entregar-lhe exatamente aquilo que oferecem”.
 


Quanto à tributação do jogo em Portugal, Rui comenta que os impostos em apostas esportivas são sobre o turn over, que torna o processo insustentável e precisa ser revisto”.

Peter Nolte, da Patagonia, disse que o investimento de cassinos em resorts integrados é muito grande e que a tendência é que os cassinos físicos complementem sua operação com o online.
 


“O Brasil não pode ficar esperando apenas a regulamentação das apostas esportivas. Deve avaliar como fazer isso de forma que não seja necessária nenhuma revisão logo depois de regulado. Ao elaborar a regulamentação, deve ser bom para o jogador, para o operador e para o governo, não ficando limitado às apostas esportivas, mas ao jogo online como um todo”, assegurou Nolte.

Pierre Tournier disse que “mais importante do que ‘como’ regulamentar os jogos online, devemos nos perguntar quais são os objetivos que temos para regular o jogo online para só aí trabalhar em cima do que é melhor para um país”.
 


O jogo online, na sua avaliação, deve ser bem controlado por órgãos reguladores para que a política pública que criou a modalidade seja respeitada. “O mercado deve ser seguro para o jogador e atrativo e ao mesmo tempo adequado para o operador”.

Fonte: Games Magazine Brasil

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