SÁB 21 DE SETEMBRO DE 2019 - 17:04hs.
BgC 2019 – Painel “Jogos para combater desigualdade”

Jogo deve gerar riqueza para diminuir diferenças sociais

Daniel Homem de Carvalho, secretário da Comissão Especial de Jogos da OAB, moderou o painel de fechamento do BgC 2019 que abordou as possibilidades de o jogo combater a desigualdade no Brasil. Falaram Kelly Mattos, presidente da Loterj, Filipe Rodrigues, diretor geral do Instituto de Governança e Integridade no Esporte e Iuri Ribeiro Castro, diretor executivo da Caixa Loterias, que confirmou a criação de uma empresa especial para as Loterias da Caixa.

Homem de Carvalho convidou Filipe Rodrigues, diretor geral do Instituto de Governança e Integridade no Esporte a falar sobre o tema, que disse que sem sombra de dúvidas a regulamentação dos jogos trará riqueza ao país com a criação de muitas empresas e, em última análise, pela forte geração de empregos, que culminará com a diminuição da desigualdade.

“O esporte tem essa função e, ligado às apostas esportivas, irá dar um salto nesse tipo de mudança que o país espera, especialmente porque não ficará restrito a jogadores de futebol com seus altos salários, mas a toda a cadeia envolvida”, disse. “Os e-sports tem feito muito bem o papel de trazer jovens para uma atividade lúdica ao mesmo tempo em que tem se tornado uma forma de inclusão social, que também permitirá oferecer apostas e gerar o combate à desigualdade por meio de criação de renda nessa área”.

Em seguida, Kelly Mattos, presidente da Loterj, mostrou a preocupação que a Loteria do Rio de Janeiro tem com a inclusão social. “Temos um papel fundamental no atendimento social no estado e atendemos não só crianças carentes, mas também mulheres vítimas de violência, na Casa Abrigo Lar da Mulher, criada para atender a uma parcela da sociedade até pouco tempo pouco assistida pelo poder público. Atendemos também APAE’s, Associação Pestalozzi e outras entidades, como Creche Cidade de Deus, Creche do Batan etc.”

Iuri Ribeiro Castro, diretor executivo na Caixa Loterias, trouxe a experiência do governo federal na operação de jogos. “Recebemos em 1967 a responsabilidade de administrar os concursos de prognósticos e isso nos dá a prerrogativa de tocar as loterias no Brasil desde então. Não somos estáticos, mas dinâmicos, buscando sempre novos produtos e novos canais. Tanto que foi criada a empresa Caixa Loterias, para fortalecer e dar melhor sustentabilidade à nossa função”, informou Castro.

“Em 2018 administramos mais de 14 bilhões de vendas dos diversos produtos lotéricos e temos produtos a serem lançados, pois queremos aumentar nossos resultados, pois nunca estamos contentes com nossos resultados. Temos a convicção de que nosso payout é muito baixo, mas somos reféns de um imposto de renda alto e poucas vezes isso é dito. Mesmo assim, em 2018, fizemos o repasse de R$ 3,76 bilhões para o social, o que demonstra nossa vocação para esse aspecto de nossa atividade”, agregou o diretor do nova empresa Caixa Loterias.

Fonte: Games Magazine Brasil

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