QUA 17 DE JULHO DE 2019 - 20:10hs.
BgC 2019 – Painel “Congresso dos Cassinos”

“O Brasil sempre despertou interesse para os cassinos e o momento é o mais propício”

Alex Pariente (SVP Casino Operations, Hard Rock International), John Maddox, (VP Government Relations, Caesars Entertainment), Bruno Omori (Presidente, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo) e Pedro Cortés (Senior Partner, Rato Ling Lei & Cortés) destacaram o passo importante que o Brasil está dando em direção à regulamentação dos cassinos num painel moderado por Robert Brassai (Sense4Gaming).

John Maddox, vice-presidente de relações governamentais do Caesars Entertainment, lembrou que embora o Brasil ainda não tenha cassinos, sua empresa já tem presença no país há anos. “O Brasil sempre despertou muito interesse e o momento é o mais propício, já que temos certeza de que em breve tempo teremos cassinos aprovados no Brasil”.
 


Alex Pariente, sênior vice-presidente de operações de cassino do Hard Rock, destacou que há grande interesse de seu grupo em investir no Brasil. “Temos acompanhado com muita atenção os rumos que as discussões estão tomando e tenho plena convicção de que em breve o país entrará para este importante mercado”, disse.

Pedro Cortés, do escritório de advocacia Rato Ling Lei & Cortés, com sede em Macau, tem acompanhado os debates em torno de uma legislação para a abertura de cassinos no Brasil e afirmou que o caminho que o Brasil vem seguindo leva seu escritório a acreditar que chegou o momento para a aprovação de uma lei, buscando o que foi feito de melhor em diversas partes do mundo.
 


Pariente disse que tanto sua companhia como as grandes empresas de cassinos do mundo olham o país com muita atenção e que depois da experiência dos bingos, que foram fechados há tantos anos, a filosofia do jogo mudou bastante e hoje se espera que assim como nos grandes centros de jogos, como Las Vegas, Macau, Singapura e Austrália, entre outros, o Brasil também siga um novo rumo, focado na seriedade, transparência e regras de compliance adequados no mundo atual.

Maddox comparou o que o jogo representava nos anos 80 com o que uma operação como essa significa hoje. Segundo ele, hoje, apenas 30% da receita refere-se ao jogo, enquanto 70% representa o não-jogo.

Para Pedro Cortés, o modelo de resort integrado é o mais adequado quando se pensa em atividades complementares e, mais ainda, do ponto de vista da economia, já que todo o entorno teria benefícios.

Pariente comentou a preocupação que passa pela cabeça de alguns operadores de hotel quando se fala em resorts integrados. “Não deveria haver medo, já que existirá uma integração natural entre um RI e os hotéis da região e toda a operação será complementar”.

Bruno Omori, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de S. Paulo, disse que não deve existir a preocupação de um resort com cassino inviabilizar outros estabelecimentos. “Temos exemplos de grandes hotéis que se instalaram em cidades turísticas e que causaram a mesma preocupação nos operadores locais. Temos o exemplo de Atibaia, em São Paulo, em que foi instalado um grande hotel e os proprietários de pequenos estabelecimentos achavam que iriam ter de fechar as portas. Só não se davam conta e mostramos a eles que esse grande hotel teria um espaço de convenções para mais de duas mil pessoas e que o próprio hotel não conseguiria dar conta da demanda por quartos. E foi isso o que aconteceu e todos trabalham de forma integrada e complementar”, descreve.
 


Indagado sobre os desafios que os interessados em investir no Brasil irão enfrentar, Pedro Cortés disse que do ponto de vista cultural, haverá um impacto muito menor do que as mesmas empresas enfrentaram quando iniciaram suas operações em Macau. “Grandes empresários virão para o Brasil e o país terá de oferecer estabilidade política e legal para que os investidores façam seus aportes. Isso será fundamental para uma operação de sucesso”, disse.

Alex Pariente disse que parceiros locais serão fundamentais para o sucesso de um empreendimento como um todo, a exemplo do que ocorre em diversas operações. A mesma opinião tem Maddox sobre o assunto e Bruno Omori comentou que a associação que preside dá as boas vindas aos grandes empresários de resorts integrados com cassinos e que “muitos empresários brasileiros estão dispostos a buscar parcerias com grandes operadores no sentido de participarem desse mercado”.

Todos concordaram, em termos de legislação, é que a regulamentação dos jogos seja justa para todas as partes. Os investidores devem ter a segurança legal para seus investimentos, o governo deve ter uma remuneração justa do ponto de vista dos impostos e a população deve ser a segurança de que os jogos são claros, transparentes e que ela esteja protegida, inclusive com educação sobre o jogo responsável.

Fonte: Games Magazine Brasil

Galería de fotos