JUE 9 DE ABRIL DE 2020 - 16:54hs.
Sergio Jardim, Diretor Geral da Clarion Events Brasil

“Iniciar as apostas esportivas em 2020 é um marco histórico para o jogo no Brasil”

A Clarion encerrou o ano de encontros de jogos com o OGS Brazil 2019 e o SPAC, na última semana, em São Paulo. Após o evento, o GMB conversou com Sergio Jardim, Diretor Geral da empresa, que avaliou o congresso em relação ao conteúdo e o networking promovidos, falou sobre a importância do mercado de afiliados, as expectativas para o início das operações das apostas esportivas e opinou que os cassinos podem os próximos legalizados.

GMB - Qual a sua avaliação geral do OGS Brazil 2019 realizado pelo Clarion na última semana, onde foram debatidos vários temas relevantes ao mercado? Acredita que o evento cumpriu sua missão tanto educacional quanto comercial?
Sergio Jardim -
O nosso evento tem como objetivo discutir os assuntos ligados à legalização e à regulamentação dos jogos no Brasil e essa missão foi cumprida. Ao longo dos dois dias, nós tivemos vários painéis e palestras com o intuito de debater. Muitas perguntas foram feitas, o que fez com que a conversa fosse muito proveitosa. A segunda parte é que nossos expositores e patrocinadores reportaram para nós que ficaram muito satisfeitos e inclusive conseguiram concluir diversos negócios dentro do encontro. Três, quatro, cinco novos acordos para cada uma dessas empresas significa uma coisa muito positiva. Tanto o lado de se trazer conteúdo para entreter os congressistas foi cumprido; e também o outro lado, o de proporcionar um ambiente de negócios. Essa era a nossa expectativa.

Dentro do OGS, as apresentações mais esperadas eram as dos representantes do Ministério da Economia para falar sobre as apostas esportivas. Alguns participantes e empresários não saíram tão animados com o que foi dito por eles no evento. Como avalia o conteúdo apresentado nessas palestras e a reação do mercado?
Eu avalio de uma maneira muito simples: é melhor ter alguma coisa do que não ter nada. Ou ainda: melhor ter alguma coisa do que ficar insistindo em ter tudo. Imagino que nós demos um passo importante. Em primeiro lugar, porque o ministério informou que em janeiro estará com a legislação pronta e divulgará para o mercado. Em segundo, ele reconheceu que existem mudanças que precisam ser feitas e que irão se empenhar para fazê-las. E o terceiro ponto, muito importante também, é que dá tempo para os que querem fazer seus negócios e investir no Brasil se prepararem, montarem suas empresas, capitalizarem, contratarem pessoas, criarem marcas e estarem prontos para quando começar. Porque se a legislação sair em janeiro, a gente tem que pensar que os negócios vão começar no segundo semestre. Acho que foi positivo e o melhor possível para esse momento.

Foi a primeira vez que a Clarion abriu espaço para debater o tema de Afiliados na indústria de jogos realizando o SPAC. Qual a sua avaliação do evento e o que levou a empresa a tratar desse assunto?
Afiliados é um assunto que já existe em outros países e é tratado com grande importância. A nossa feira de Londres também tem um dia em que ela acontece em meio ao evento de afiliados. Então sabemos que é um assunto relevante para o mercado de jogos. Tivemos a iniciativa de trazer para o Brasil, pela primeira vez, uma feira que acontece na sequência do OGS para discutir afiliação em jogos. Já existe afiliação em outros setores do Brasil, como o varejo, e nós tratamos exclusivamente da indústria de jogos e como isso funciona. É uma coisa positiva, provada, já acontece em vários países e já era tempo de discuti-la aqui no país.

Na sua opinião, o que representa para o Brasil ter a regulamentação e começar a operação de apostas esportivas em 2020?
É uma conquista tremenda termos as apostas esportivas se tornando realidade no ano que vem. É um marco histórico para nós porque desde 1946 nada foi aprovado. Todas as modalidades, exceto aquelas que já estão, como corrida de cavalos e loterias, estavam proibidas. Então se você pensar que passados esses anos todos nós finalmente abrimos um segmento que não é mais ilegal desde dezembro do ano passado e cuja regulamentação deve sair em janeiro, isso é um marco histórico. É muito bom começar isso.

Fora as apostas esportivas, acredita que há espaço para outros modais de jogos conseguirem a legalização? Vê alguma delas com uma chance maior a curto ou médio prazo?
Acho que há espaço para discutir as outras modalidades e imagino que o mais quente são os cassinos. Existem várias opiniões e muitos grupos fora do setor de jogos, como a indústria hoteleira, o turismo e as empresas de aviação, todas elas defendendo que eles irão trazer benefícios. Não pode estar todo mundo errado.

Fonte: Exclusivo GMB