TER 11 DE DEZEMBRO DE 2018 - 10:35hs.
O presidente Cesar Halum não será Senador

Direção da Frente Parlamentar Pró-Jogo do Brasil não teve uma boa eleição

O presidente da Frente Parlamentar pela Aprovação do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil, deputado César Halum (PR-TO), não consegiu ser eleito Senador pelo Tocantins durante a votação realizada neste domingo em todo o país. Tão pouco conseguiram manter sua cadeira o vice-presidente, deputado Nelson Marquezelli e o Secretário-Geral, deputado Goulart, um fervoroso defensor das necessidades dos lotéricos na Câmara.

Os principais defensores da regulamentação do jogo no Brasil no Senado e na Câmara dos Deputados não tiveram uma grata eleição neste domingo. Em sua maioria, não conseguiram reaver suas cadeiras e não serão parte do futuro parlamento brasileiro.

A seguir veja o resultado obtido pelos membros da cúpula da Frente Parlamentar pela Aprovação do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil:

César Halum (PR-TO) (Presidente):  Não foi eleito como Senador
Nelson Marquezelli (PTB-SP) (Vice-presidente): Não foi eleito como Deputado
Goulart (PSD-SP) (Secretário-Geral): Não foi eleito como Deputado
Evandro Roman (PSD-PR) (Diretor-Consultivo): Não foi eleito como Deputado
Bacelar (PODE-BA) (Representante da Nordeste): Foi eleito como Deputado
Magda Mofatto (PR-GO) (Representante da Centro-Oeste): Não foi eleita como Deputada
Hiran Gonçalves (PP-RR) (Representante da Norte): Foi eleito como Deputado
Diego Andrade (PSD-MG) (Representante da Sudeste): Foi eleito como Deputado

Pompeo de Mattos (PDT-RS) (Representante da Sul): Não foi eleito como Deputado
Renata Abreu (PODE-SP) (Conselheira): Foi eleita como Deputada

Outros aliados a legalização do Jogo no Brasil tiveram sorte diferente durante a votação deste domingo. O deputado Herculano Passos (PSD/SP), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo no Congresso Nacional, consiguiu ficar com sua cadeira, assim como Guilherme Mussi (PP-SP), Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) e Helio Leite (DEM-PA). Enquanto os deputados federais Luiz Carlos Ramos do Chaeu (PR-RJ) e Cristiane Brasil (PTB-RJ) não o conseguiram.

Por outro lado, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), autor do o PLS 186/2014 que autoriza a exploração de bingos, jogo do bicho, videojogo e outras modalidades de apostas, conseguiu sua reeleição, enquanto que o relator Benedito de Lira (PP-AL), que apoiou proposta durante a votação de março na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), não conseguiu manter sua cadeira.

As urnas foram fartas em más notícias para os senadores que disputaram reeleição. Dos 32 que tentaram renovar os mandatos, oito conseguiram. Entre os 24 que fracassaram nas urnas está o ex-líder do governo na Casa, Romero Jucá (MDB), um dos senadores mais influentes da atual legislatura. Um dos campeões de processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF), alguns deles referentes à Operação Lava Jato, Jucá estava há 24 anos no Senado e, depois de liderar três governos seguidos (Lula, Dilma e Temer), ganhou o apelido de "líder de todos os governos".

Apontados como favoritos pelas pesquisas durante quase toda a campanha eleitoral, políticos veteranos como Roberto Requião (MDB-PR), Magno Malta (PR-ES), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Cristovam Buarque (PPS-DF) e Eduardo Braga (MDB-AM) foram derrotados por candidatos mais novos. Alguns deles, como Leila do Vôlei (PSB-DF), exercerão seu primeiro mandato eletivo.

O fracasso eleitoral também atingiu os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Edison Lobão (MDB-MA) e Eunício Oliveira (MDB-CE), além de figuras como a ex-presidente Dilma Rousseff (PT-MG). Outro petista famoso, o ex-senador Eduardo Suplicy, foi ultrapassado pelos deputados paulistas Major Olímpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB).

Fonte: GMB