TER 11 DE DEZEMBRO DE 2018 - 10:33hs.
Magno Malta (PR) ficou em terceiro

Um dos senadores mais contrários à legalização do jogo não conseguiu a reeleição

O senador Magno Malta (PR) foi derrotado na busca pela reeleição. Aliado próximo de Jair Bolsonaro (PSL), ele chegou a ser convidado para ser vice na chapa presidencial, mas ficou de fora porque decidiu buscar mais um mandato. Foram eleitos no estado do Espirito Santo Fabiano Contarato (Rede) e Marcos do Val (PPS). No dia 7 de março, Malta foi um homem chave para a rejeição da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) ao PL 186/2014, que legaliza os jogos de azar no Brasil.

No dia 7 de março, a legalização dos jogos de azar e a reabertura dos cassinos no país foi barrada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Naquela ocasião, um dos principais senadores opositores ao Jogo no Brasil foi precisamente Magno Malta, que concluiu que “não há motivos nem argumentos que demonstram que legalizar a exploração dos jogos de azar no Brasil é decisão acertada”.

No voto em separado, desafortunadamente Malta alertou para a especial vulnerabilidade de idosos frente à jogatina e observou que países que liberaram o jogo enfrentam elevados custos em razão de problemas e patologias associadas ao vício do jogo. “O projeto vende a imagem falsa de 'salvação da economia', com a alegação de que legalizar vai criar empregos e levar para os cofres públicos cerca de R$ 15 bi de impostos a mais, por ano. Esse número é fictício, irreal”.

Graças ao poder de convencimento de Malta e de outros senadores, a maioria foi contrária à aprovação do projeto de lei (PLS 186/2014) que autoriza a exploração de bingos, jogo do bicho, videojogo e outras modalidades de apostas.

Quem conseguiu manter sua banca e foi naquele dia outra voz relevante para levar os senadores a rejeitar o projeto de legalização do Jogo foi Randolfe Rodrigues (Rede/AP), que, junto com Malta, apresentou voto em separado pela rejeição da matéria.

O partido de Magno acabou não coligando formalmente com o candidato do PSL por não haver concordância em coligações proporcionais. Mesmo assim, Malta contava que sua reeleição era certa e durante a campanha fez vários eventos fora do estado para alavancar a candidatura de Bolsonaro.

Outro senador capixaba também foi derrotado. Ricardo Ferraço (PSDB) ficou na quarta posição, atrás de Magno. Além do desempenho do aliado de Bolsonaro, a derrota pessoal de Malta no Espírito Santo tem como alento apenas a eleição de sua mulher, Lauriete, como deputada federal. Ela recebeu 51,9 mil votos e ficou com a penúltima das 10 vagas.

Fonte: GMB