SÁB 15 DE DEZEMBRO DE 2018 - 08:22hs.
Eleições Presidenciais

Alckmin fecha acordo com o “Centrão” e apoia a legalização do Jogo no Brasil

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) saiu na frente depois de conseguir o apoio do chamado “Centrão” - formado por PP, DEM, PRB, SD e PHS - para sua coligação. Além de engrossar o apoio político e ganhar densidade eleitoral, o pré-candidato tucano terá o maior tempo de propaganda eleitoral entre as candidaturas ao Palácio do Planalto. O ex-governador de São Paulo vem expressando desde 2006 seu apoio a legalização do Jogo, a qual defendeu, inclusive, no último mês de maio.

Alckmin esteve reunido com o presidente do DEM, ACM Neto, os deputados federais Rodrigo Maia (DEM-RJ), Paulinho da Força (SD-SP), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Luís Tibé (Avante-MG) e ex-ministro Marcos Pereira (PRB). Antes, já estava fechado com PSD, PPS, PV e PTB.

O tucano terá 43% do tempo total do programa eleitoral gratuito, que a partir do dia 31 de agosto terá dois blocos diários - de 10 minutos, cada -, tornando-se o presidenciável com mais tempo, entre todos os postulantes. Na reunião, foi sugerido para compor a chapa como vice, o empresário Josué Gomes (PR), filho do ex-vice-presidente José Alencar – morto em 2011.

Alckmin teria reagido positivamente. Mesmo sem representantes na reunião, o PR, do ex-deputado Valdemar Costa Neto, que ameaçava fechar com Jair Bolsonaro (PSL), acertou com o ex-governador. Bolsonaro, por enquanto, permanece com apenas 1% do tempo de TV.

En maio deste ano, o ex-governador foi convidado pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) para uma palestra sobre segurança pública, educação e política econômica. Ali, Alckmin comentou ainda que o turismo deve ser prioridade absoluta, já que é um grande gerador de empregos, mas que é um caminho a ser percorrido ao lado da segurança pública. “Sou favorável à legalização dos jogos. O desafio do mundo moderno é esse: o futuro do emprego. Porque a tecnologia desemprega. A tecnologia permite produzir mais com menos gente. Mas a economia moderna não inventou consumo sem salário”, avaliou.

Também, em novembro do ano passado, Alckmin apresentou ante empresários de Recife parte de suas propostas para o País na área econômica. O tucano só foi aplaudido em dois momentos: quando afirmou que apoia a "legalização bem regrada" dos jogos de azar como forma de alavancar o turismo e políticas de incentivo para a produção de combustível biodegradável, como o etanol  - Pernambuco é o segundo maior produtor de açúcar do Brasil, perdendo apenas para São Paulo. Alckmin afirmou que é favorável à legalização do jogo, com boas regras. "Hoje se joga pela internet. A proibição do jogo estimula a corrupção", disse.

Em 2016, durante palestra em um evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Alckim foi contundente sobre sua posição: “Sou favorável à legalização dos jogos, primeiro porque os jogos já existem. O maior jogador é o governo federal porque se tem loteria de todo o tipo. Segundo porque na maioria dos países do mundo isso é regulado. Não ter isso regulado, dá margem para a corrupção, funcionar de maneira clandestina e o governo não tem arrecadação. E temos que nos preocupar, cada vez mais, com o emprego”, disse.

Já em 2006, Alckmin, disse ser favorável ao funcionamento de bingos, desde que regulamentados pelo Congresso. "Os bingos não podem continuar funcionando da forma nebulosa que é hoje", afirmou, ao ser abordado sobre o assunto durante palestra no Congresso Brasileiro de Atividades do Turismo, realizado na Câmara. Alckmin ressaltou que, em São Paulo, há casa de bingo em cada quarteirão funcionando sob o respaldo de liminares. "É uma confusão com a polícia", completou.

O candidato tucano fez o comentário um dia depois do encerramento da CPI dos Bingos que, ao contrário do que se previa, não aprovou nenhuma legislação para disciplinar essa prática de jogo no País. "É melhor ter uma boa regulamentação do que deixar como está. Hoje temos uma área totalmente cinzenta em termos de legislação e sou favorável aprovar uma boa regulamentação", concluiu Alckmin.

Fonte: GMB