SÁB 20 DE ABRIL DE 2019 - 09:41hs.
Renan Calheiros

Principal candidato a voltar a presidir o Senado já ajudou a legalização do jogo no Brasil

Renan Calheiros (MDB), senador por Alagoas, é o favorito à presidência do Senado, cargo que ocupou por quatro vezes, e acena uma aproximação com o governo de Jair Bolsonaro (PSL). Sem ser um fervoroso defensor do Jogo, em 2015 ele incluiu o PLS 186/2014 (de autoria do senador Ciro Nogueira) como parte da Agenda Brasil, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico do país. Apesar das especulações, Renan disse ontém em seu perfil no twitter que não deseja ser presidente do senado, mas, que a decisão final cabe ao partido.

Para os pró-jogo, o alagoano não é um dos maiores defensores no entanto, nos últimos anos, foi um dos políticos que mais contribuiu  para que se conseguisse a legalização da atividade.No ano de 2015, quando  era presidente do Senado, Renan incluiu como pauta chave entre os 11 itens de sua ambiciosa “Agenda Brasil” (pauta apresentada com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico do país) o  PLS 186/2014 do senador Ciro Nogueira para liberar a exploração de cassinos, bingos, jogos eletrônicos e jogo do bicho.

Calheiros acredita que os jogos poderiam ajudar o Brasil a superar atual crise económica. Em 2016, ele trabalhou duro para levar várias vezes o projeto  em votação no plenário do Senado, mas não teve sucesso. Mesmo com o apoio do governo interino de Michel Temer (PMDB), o projeto de lei que regularizava os jogos de azar não saiu do papel devido a uma disputa de egos entre deputados e senadores pela paternidade da proposta.

O Brasil mudou muito nas últimas três décadas, mas uma coisa é certa: Renan Calheiros (MDB), hoje senador por Alagoas, sempre esteve no centro do poder. Mesmo com o nome mergulhado em processos, entre eles da Operação Lava-Jato, Renan não só conseguiu ser um dos poucos da sua geração a se salvar da onda de renovação, reelegendo-se para o quarto mandato na Casa Legislativa. Agora, é cotado como favorito à presidência do Senado, cargo que ocupou por quatro vezes, e acena aproximação com o governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Nos bastidores, a conta é de que ele teria cerca de 50 votos dos 81 parlamentares. A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, de manter a votação ao comando do Senado secreta foi comemorada por Renan.

“A Constituição democrática não pode ser mudada na goela ou na canetada”, escreveu no Twitter. Juntos com Renan, estão na disputa os senadores Major Olímpio (PSL), Simone Tebet (MDB-MS), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Davi Acolumbre (DEM-AP), Alvaro Dias (Podemos-PR) e Esperidião Amin (PP-SC).

O senador alagoano não assumiu a candidatura oficialmente e nesta segunda-feira chegou a dizer em seu perfil no Twitter que não deseja ser presidente do Senado.

"Olha, não quero ser presidente do Senado. Os alagoanos me reelegeram para ser bom senador, não presidente. Já fui várias vezes, em momentos também difíceis. A decisão caberá à bancada e temos outros nomes”, escreveu Renan na rede social. A definição do candidato pelo partido está marcada para dia 31.

Apesar da declaração virtual, Renan estaria trabalhando em torno de seu nome à presidência desde a reeleição, em outubro, quando conquistou 621,5 mil votos, ficando com a segunda vaga ao Senado. Ele conseguiu se safar do ranço dos eleitores em torno da “velha política” e se manter no cargo, diferentemente de vários de seus colegas, como Romero Jucá (MDB-RR), Edison Lobão (MDB-MA) e Garibaldi Alves (MDB-RN).

Câmara dos Deputados

Na luta pela presidência da outra casa legislativa, o deputado Rodrigo Maia aparece como o candidato a manter o seu atual cargo. Para os defensores da legalização do jogo no Brasil, Maia representa uma contradição.

Sua posição é favorável apenas a legalização dos cassinos em resorts, como a ala de deputados da FrenTur solicita.  Esse pensamento é validado pelo próprio Ministro do turismo e outras autoridades importantes no Brasil como o governador do Rio de Janeiro, Witzel, e o prefeito da cidade, Marcelo Crivella. Entretanto, os deputados que integram a frente Parlamentar Pro-jogo se negam a ser parte do “lobby do magnata dono do Grupo Las Vegas Sands, Sheldon Adelson e só aceitam legalizar todas as modalidades ou nenhuma delas, sem meio termo.

Fonte: GMB