MAR 26 DE ENERO DE 2021 - 21:06hs.
Evento sobre jogo em São Paulo

Like The Future: Otimismo para 2020 e a importância do setor para o Brasil

O encontro de negócios 'Like The Future', promovido pelo LIDE - Grupo de Líderes de Empresariais -, reuniu empresários, empreendedores e investidores interessados no mercado brasileiro de jogos e em suas oportunidades. O painel moderado por Magnho José (IJL) e composto por Luiz Felipe Maia (BIG Brasil), Marco Pequeno (IGaming 360) e André Gelfi (SUAPOSTA), falou sobre o que o jogo pode oferecer ao país. Com uma visão otimista para o futuro, o debate concluiu que 2020 trará importantes definições sobre regulamentação e que o setor poderá gerar cerca de 600.000 empregos.

O painel “O mercado de jogos - Qual é a sua aposta?” começou com Magnho José, presidente do Instituto Jogo Legal, explicando como o jogo foi banido no Brasil na década de 1940 e como o trabalho em nova legislação foi desenvolvido ao longo dos anos. Segundo ele, há uma evolução contínua em direção à legalização da atividade, tanto dentro do Congresso nacional quanto entre a população.

“Em 2007, nós tínhamos uma pesquisa do Data Senado em que se apresentava que 60% da população era contrária a legalização dos jogos e apenas 40% era favorável. Agora, nesse ano, nós já temos uma inversão de valores. 63% da sociedade é a favor e 37 é contra. Dentro próprio congresso nacional, 52,8% dos deputados são favoráveis e 40,2% são contra. Nós chegamos atualmente em um estagio muito positivo. O jogo nunca teve tão próximo de ser legalizado no Brasil. Nós temos dois projetos de lei, um na Câmara, o 442, e um no senado, que é o 186, essas duas propostas estão prontas para ir a plenário, para serem pautadas e votadas”, afirmou o moderador.

 

 

Em seguida, Luiz Felipe Maia, explicou a situação atual da atividade das apostas esportivas que esta aguardando o término dos trabalhos de regulamentação que tem sido desenvolvido pelo Ministério da Economia. Segundo o advogado, apesar do bom trabalho feito pelo ministério ainda há pontos a serem discutidos e serão necessárias algumas mudanças na lei, porém, a atividade já conquistou seu espaço no país.

“O mercado de apostas esportivas no Brasil é uma realidade. Hoje mais da metade dos times do Campeonato Brasileiro são patrocinados por empresas de apostas. O André (Gelfi) tem a única empresa de apostas legalizadas no Brasil hoje operando com corridas de cavalo, e ele pode explicar para vocês, mesmo sem estar regulamentado o quanto se joga em apostas esportivas no Brasil”, disse.

 

 

Chamado por Luiz Felipe Maia, André Gelfi, sócio do site SUAPOSTA, explicou que hoje o mercado atua de maneira off shore, com empresas que são sediadas fora do Brasil. Para ele, a proximidade da regulamentação das apostas esportivas está trazendo empresas que tem investido em mostrar suas marcas para no futuro poder atuar no mercado brasileiro.

“A gente esta falando hoje de 13 times e o Campeonato Brasileiro sendo patrocinado; a última informação que tive é que já são 7 players no futebol brasileiro e investimentos sendo feitos em base ao negócio com suas limitações. O mercado hoje oscila entre 160 e 200 milhões de dólares. Desse faturamento, cerca de 60% é de jogos em cassinos, poker, bingo e 40% são apostas em eventos esportivos, 90% deles em futebol. Isso no mercado off shore”, explicou Gelfi.

Em meio a discussão sobre apostas esportivas, o diretor executivo da agência de marketing IGaming 360, falou sobre as dificuldades de se fazer divulgação da marcas de apostas tendo em vista que muitos tipos de ação ainda não se permitidos devido a falta de regulamentação e que com ela o que se espera é que muitas coisas morram como os sites .net ou .tv e também possam ser ativadas campanhas de performance.

“A medida que a gente consiga fazer performance esse mercado em termos operacionais vai ficar muito fácil de ser mensurado. Eu vou poder investir um valor e saber quanto tiro de retorno. Hoje a gente investe 25 milhões em um canal como a ESPN e é difícil dizer o quanto tem de retorno desse valor,é impossível mensurar. Isso é uma coisa que antes da regulamentação não vai mudar. Esperamos que mude porque isso vai causar uma abertura muito grande porque os operadores vão pode investir e saber quanto terão de retorno”, concluiu Pequeno.

 

 

Saindo do tema das apostas esportivas, Magnho falou das zonas cinzentas da legislação brasileira que atualmente permite brechas para que algumas atividades se desenvolvam como tem acontecido com os bingos filantrópicos que tem surgido em grandes cidades como São Paulo. Ele ainda afirmou que não espera que se crie uma Las Vegas brasileira com a legalização do jogo e a implementação dos cassinos, pois o que está previsto nos projetos não permite a criação de uma zona de jogos nesse modelo. O presidente do Instituto Jogo Legal também afirmou que a falta de regulamentação faz com que o país não proteja o jogador que vira alvo fácil de jogos ilegais.

 

 

André Gelfi falou sobre o momento do turfe no Brasil afirmando que apesar de ser um dos jogos mais tradicionais com o advento da internet ele se tornou menos atrativo, mas, que existem caminhos para reerguer a modalidade como o racino, que é utilizado nos Estados Unidos. “Os hipódromos brasileiros são muito bem localizados e o caminho está por ai. Utilizar o seu espaço para explorar outros verticais; pois o Jockey Clube não deixa de ser uma casa de apostas”, afirmou.

Na parte final do debate, Luiz Felipe Maia ressaltou que é importante fazer com que a população conheça melhor o que é a indústria de jogos, como ela pode beneficiar o país e promover um entretenimento saudável. “O modo como o brasileiro médio conhece a atividade é por meio de filme, de ficção, ou pela coluna policial por ser proibido no Brasil. Então, a gente tem que desfazer preconceitos e entender que é uma indústria de entretenimento das mais justas porque ninguém obriga ninguém a jogar”, concluiu.

Fechando o debate, Magnho se mostrou otimista com o futuro dos jogos e afirmou que novidades sobre a legalização devem surgir em 2020, projetou um cenário de crescimento econômico e afirmou que os jogos podem gerar cerca de 600 mil empregos e mais oportunidades para diferentes áreas, pois, o jogo engloba todo o setor de produção.

Fonte: Exclusivo GMB