SÁB 26 DE SEPTIEMBRE DE 2020 - 21:14hs.
Célio Avelino, advogado criminalista

“A legalização dos jogos não deve envolver a religião e sim o mercado”

No programa Debate da Super Manhã, foi discutida a legalização de bingos, cassinos, jogo do bicho, jogos pela internet e caça níqueis. O projeto que discriminaliza essa atividade como fonte de empregos e turismo está em pauta entre os políticos atualmente. Por isso o comunicador Geraldo Freire conversou sobre o assunto com o advogado criminalista Célio Avelino. “Não vejo como um argumento sério proibir o jogo”, pontuou ele.

Durante o programa Debate da Super Manhã, o apresentador Geraldo Freire conversou com o advogado criminalista Célio Avelino sobre as consequências da legalização do jogo no Brasil. Avelino destacou que há vários tipos de vícios, inclusive de atividades legais no país e ressaltou que o território brasileiro é o único não-islâmico membro da OCDE a criminalizar a atividade.

“Em relação ao jogo, o Brasil está na contramão dos países mais desenvolvidos do mundo. Entre os 193 países membros da ONU, 75,52% já legalizaram o jogo. Dos 34 países que fazem parte da OCDE, somente três não liberaram a atividade, sendo destes, só o Brasil sendo um país não-islâmico. Então não vejo como um argumento sério proibir o jogo”, argumentou o advogado criminalista.

Avelino debateu ainda sobre os benefícios gerados pela instalação de cassinos. “Todo mundo que quer jogar, joga online e o dinheiro vai pra fora, não fica aqui. Se legalizar cassino, vai ter desenvolvimento turístico da região, dar emprego e arrecadar bilhões de reais por ano. As bancadas evangélicas e católicas são contra, mas isso não deve envolver a religião e nem a ideologia e, sim, o mercado. O dinheiro arrecadado com os jogos pode ser investido na saúde, na educação, no desenvolvimento da cidade e o país teria lucro.”

Fonte: GMB/ Rádio Jornal Pernambuco