SÁB 26 DE SEPTIEMBRE DE 2020 - 21:58hs.
“Uma alternativa muito possível, viável e até necessária”

Deputado Mattos pede legalizar os jogos de azar agora para levantar a economia depois da pandemia

O deputado federal, Pompeo de Mattos (PDT) assegurou que legalizar os jogos de azar “é uma alternativa perfeitamente possível, viável e até necessária para para dar uma reerguida na economia depois que passar o coronavírus”. De acordo com ele, os recursos de impostos desse setor precisa ser direcionado à saúde e à educação. “A Câmara está disposta a aprovar o projeto, só basta o presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Turismo, dizer: ‘eu quero’”, afirmou Mattos a Rádio Spaço 100.9 FM.

“Pelo o que eu sei, o staff do Bolsonaro tinha consentido, tava bem alinhado, tinha entendido a razão de ser e é o tipo do projeto que eu estou junto com ele. É da minha iniciativa, pode vir de lá pra cá ou ir daqui pra lá, não importa. O importante é chegar em um senso comum, eu diria inclusive, que a partir dessa pandemia, que tem um efeito colateral muito forte porque ataca a saúde e castiga a economia. E para nós, até ajudar a levantar a economia depois que passar a pandemia, uma das alternativas perfeitamente possível, viável e até necessária é legalizar os jogos”, explicou o Deputado.

O deputado federal salientou que os de cassinos, bingos e jogo do bicho deverão ter regras para funcionar formalmente. Mattos comentou que os recursos de impostos desse setor precisa ser direcionado à saúde e à educação.

“Vamos continuar trabalhando porque essa é uma pauta que é importante para o país economicamente, socialmente, em termos de saúde e turísticos; e principalmente para dar uma reerguida na economia depois que passar o coronavírus. Eu continuo apostando”, prometeu Mattos na entrevista no Rádio Spaço 100.9 FM que continuou com algumas perguntas:

Rádio Spaço 100.9 FM - Em que pé está esse projeto?
Deputado Pompeo de Mattos -
Basta o presidente da República, o ministro do Turismo, dizer: ‘eu quero’. A Câmara está disposta e em 10 dias está na pauta. Basta querer, chamar pra si a responsabilidade e dizer: "olha aqui vamos colocar isso!". Tem tantos projetos, estudos e outras coisas que já foi olhada, revisada, corrigida, aperfeiçoada, que não tem mais o que discutir, é simplesmente detalhar alguma circunstâncias menores que faltam e votar. É coisa muito rápida. Agora, precisa sabe o que? Vontade política. E isso é possível que aconteça depois da pandemia porque quem sabe os jogos no país não possam ajudar a levantar, melhorar e oxigenar, gerar impostos, renda para o governo e melhorar a economia.

O que seria liberado? A volta dos cassinos e o que mais?
Eu acho que tem de ser tudo com certas regras bem objetivas. Em determinadas circunstâncias o cassino para lugares mais turísticos, depois bingos que é uma situação diferente, máquinas que é outra coisa e o jogo do bicho. Alias, o jogo do bicho está aí, quem tá me escutando tá jogando e quem disse que nunca jogou mentiu pro tio; porque o jogo do bicho é o jogo do povo. É um equívoco ficar falando é proibido, é contravenção penal, não pode, não dá. Dá, deu, estão fazendo, vão continuar a vida inteira.

O que eu quero é regrar, legalizar, cobrar impostos e fazer com que funcione formalmente melhorando a relação do apostador, do gerenciador, do banqueiro, bicheiro, dêem o nome que quiser, do empresário, com o setor público pagando impostos, gerando emprego, enfim, formalizando uma atividade que é tão velha quanto a história da própria República porque antes do Brasil ser república, o jogo do bicho já existia.

A arrecadação do governo iria para que finalidade?
Saúde e educação, não tenho dúvidas. Ele alimenta o turismo. Pode apostar, alimenta o turismo fortemente só com a instalação e estruturação dos jogos. E como resultado prático, objetivo em decorrência das contribuições de impostos e todas as circunstâncias, aí esse recurso tem que ser destinado para saúde e para a educação. E olha, como nós estamos precisando de dinheiro pra saúde agora, não tenha dúvida que depois nós continuaremos precisando.

Fonte: GMB / SPAÇO 100.9 FM