JUE 15 DE ABRIL DE 2021 - 21:00hs.
Abril pode ser um mês decisivo

Lobbies dos jogos de azar: Bolsonaristas apressam esquema para 'ressuscitar' cassinos

Este mês de abril pode ser decisivo para os lobbies que trabalham pela legalização dos jogos de azar. O substitutivo do senador Ângelo Coronel (PSD-BA) será apresentado. Também está na pauta (dia 7), no STF, o julgamento de um recurso que decidirá se a exploração de jogos de azar é ilícito penal. Bicheiros e milicianos que já têm cassinos clandestinos gostam do projeto do senador Ciro Nogueira. A legalização tem a simpatia do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Neste mês, o substitutivo do senador Ângelo Coronel será apresentado e a expectativa é a de uma proposta mais abrangente que a do projeto de Roberto Rocha que vincula os cassinos a novos empreendimentos em resorts.

Também está na pauta de 7 de abril no STF o julgamento de um recurso que decidirá se a exploração de jogos de azar é ilícito penal, mas há grande chance de ser adiado para o segundo semestre. A lei das contravenções é de 1941 e os ministros vão decidir se essa norma está adequada à Constituição de 1988.  

Jogos também são o tema de um projeto do senador Ciro Nogueira que prevê a imediata legalização, o que interessa donos de hotéis. 

Bicheiros que já têm cassinos clandestinos também gostam dessa proposta. Outra força a favor dos jogos vem dos irmãos Alejandro e Johnny Ortiz que defendem fornecedores de máquinas.

A pressão pela legalização dos jogos mobiliza ainda poderosos investidores liderados pelo grupo americano Las Vegas Sands. 

Ele tem a simpatia do presidente Jair Bolsonaro, de seu filho Flávio e do ministro da Economia Paulo Guedes. Nesse caso, os cassinos seriam concedidos a novos e grandes empreendimentos com compromisso de empregos, receita tributária e prevenção à lavagem de dinheiro.

Em Mato Grosso, um dos alvos, para a festa de crupiês e bacarás, é o Malai Manso, luxuoso resort à beira do Lago de Manso, em Chapada dos Guimarães, a 100 km de Cuiabá.

Fonte: GMB / O Bastidor / Diario de Cuiabá