MAR 7 DE JULIO DE 2020 - 05:33hs.
Johnny Ortiz, fundador e presidente

“A Zitro quer trazer sua expertise para o Brasil e oferecer milhares de empregos”

Johnny Ortiz, fundador e presidente da Zitro, uma das líderes mundiais na fabricação e desenvolvimento de slots, video bingo e game interativo, defendeu no primeiro evento online do GMB a aprovação de todos os jogos no Brasil e não apenas dos IR’s. Para ele, “os grandes resorts com cassinos exigem investimentos demorados e com geração de empregos e impostos bem menores do que a regulamentação mais ampla dos jogos no país”.

Profundo conhecedor do mercado brasileiro, onde atuou por vários anos, Johnny fundou e preside a Zitro, uma das mais renomadas empresas de máquinas do mundo, com operação em cassinos e bingos nos cinco continentes.

Durante o webinar "os cassinos como novo recurso para superar a crise" pós-pandemia, realizado pela divisão Live Series do GMB, Johnny comentou que no ano do fechamento dos bingos, existiam 80 mil máquinas legais operando no Brasil e, hoje, “há mais de 500 mil máquinas ilegais, que não geram impostos”. É um número assombroso, na sua avaliação, e está mais do que na hora do governo aprovar uma lei ampla para as diferentes modalidades de jogos, como IRC’s, cassinos urbanos, bingos, apostas esportivas e jogo online.

Segundo ele, é importante o jogo, em todas as suas nuances, ser reconhecido como uma atividade econômica geradora de empregos e impostos, o que significa um forte impulso econômico para as localidades onde ele esteja bem regulamentado.

Em todo o mundo o jogo é bem controlado, de maneira online, e no Brasil não será diferente”, de acordo com o executivo da Zitro e, por esta razão, o país terá excelentes condições para controlar as atividades de jogo.

Com um compliance duro, qualquer operação no Brasil será muito bem controlada interna e externamente. Quem é contra o jogo legal é a favor do jogo ilegal, que não traz benefícios ao país. Com a abertura completa do setor de jogos, podemos chegar a mais de 1 milhão de empregos e mais de R$ 25 bilhões por ano em impostos, fora outorgas diretas para as licenças dos cassinos”, explica, exemplificando ainda que o jogo do bicho poderia gerar cerca de 250 mil carteiras de trabalho assinadas.

O empresário lamenta a demora na aprovação de uma regulamentação ampla dos jogos no Brasil e defende que além de acelerar este processo, “o país deve analisar muito bem a questão do imposto, muito alto. O Brasil está maduro o suficiente para entender que o jogo é bom para o país”.

Johnny afirmou no webinar do GMB que “o Brasil é maravilhoso e a nossa maior riqueza é o povo. Temos uma exuberância para o turismo e o jogo tem alta capacidade de atração de investimentos, não só de operadores, mas também de fornecedores diversos”.

Segundo ele, além dos investimentos diretos, o país pode ganhar muito com o turismo. “Com a abertura dos jogos, o fluxo de turistas aumentaria substancialmente. Hoje, temos cerca de 6 milhões de turistas que viajam para o Brasil, enquanto a França atrai 80 milhões e Andorra, um pequeno país encravado na Europa, mais de 12 milhões. Com a regulamentação do setor de jogos, podemos superar todos esses países”, disse.

Durante o webinar, Johnny contou que se os jogos forem regulamentados, não só voltará a morar no país como também implantará uma unidade de sua empresa no Brasil. “O jogo exige fabricantes de tantos produtos, como mobília, talheres, monitores de TV e diversos outros, além de produtos específicos para o jogo em si, que requer especialistas. Hoje, temos em nossa unidade europeia 300 engenheiros, o que demonstra nossa força enquanto empresa geradora de empregos. Por isso entendo que o marco regulatório deve ser discutido urgentemente para não levarmos mais quatro ou cinco anos para aprovar todas as modalidades de jogos. A Zitro quer trazer sua expertise para o Brasil e oferecer milhares de empregos e altas somas de impostos”, destacou.

Fonte: GMB