LUN 23 DE FEBRERO DE 2026 - 09:53hs.
Blog de Ancelmo Gois no Globo

Governo quer licitação internacional para exploração de loteria instantânea

A decisão de Brasília diz ser baseada num preceito constitucional, e não por um motivo puritano contra a jogatina. O governo quer embolsar uma grana alta promovendo licitação internacional para escolher uma empresa (não necessariamente a Caixa) para explorar uma nova loteria instantânea em todo o país. O butim do leilão certamente será maior se o vencedor tiver o monopólio, sem concorrentes locais.

O governador do Rio, Pezão, deve se juntar ao colega Wellington Dias, do Piauí, que ajuizou no STF (ADPF 455) uma ação contra o Ministério da Fazenda, que notificou os dois estados, e outros três, para que encerrem as chamadas loterias instantâneas — como a raspadinha.

A decisão de Brasília diz ser baseada num preceito constitucional, e não por um motivo puritano contra a jogatina.

O governo quer embolsar uma grana alta promovendo licitação internacional para escolher uma empresa — não necessariamente a Caixa — para explorar uma nova loteria instantânea em todo o país.

O butim do leilão certamente será maior se o vencedor tiver o monopólio, sem concorrentes locais.

Pedro Trengrouse, da FGV, o grande estudioso no tema, acha equivocado esse modelo de concentração no governo federal. — O Brasil é um continente. Nos EUA, cada estado tem a sua loteria. Nova York, por exemplo, arrecada US$ 9 bilhões. São US$ 456 per capita contra US$ 18,53 do Brasil — explica.

Para ele, com uma legislação mais moderna, o Rio, por exemplo, poderia arrecadar mais de R$ 1 bilhão por ano — contra os R$ 150 milhões de hoje.

Fonte: Blog do Ancelmo Gois - O Globo