QUI 21 DE MARÇO DE 2019 - 10:36hs.
Jodismar Amaro, presidente da FEBRALOT

“Precisamos de uma instituição comprometida só com loterias e não ser mais vinculados ao banco"

A rede lotérica também deseja participar de alguma forma da operação das apostas esportivas. O presidente da Federação Brasileira das Empresas Lotéricas, Jodismar Amaro, atendeu ao GMB para explicar essas intenções e, além disso, afirmou que a desvinculação da rede lotérica da Caixa Banco será uma das causas da entidade durante o novo  governo. “Que se crie uma empresa que tenha condições de gerenciar as loterias sem ter que pedir favores”, conclui.

GMB - Com a aprovação da MP 846 e a legalização das apostas esportivas, quais as expectativas da FEBRALOT para essa nova modalidade? Esperam encaixar os lotéricos de alguma forma nessa operação?
Jodismar Amaro - As apostas esportivas no mundo todo representam a maior fatia dos jogos. Então, a rede lotérica tem que estar dentro de todos os jogos no Brasil. Nós entendemos que temos que participar; ou através da Caixa, de uma lei, ou pelo Ministério da Fazenda; nós  vamos participar com certeza.

E com esse objetivo de participar das apostas esportivas, qual a importância de ter participado no inicio de dezembro do OGS Brazil que debateu os próximos passos da regulamentação das apostas esportivas no país?
O evento foi extremamente importante para todo mundo relacionado a jogos. Nós estamos entrando na era da informática, digital, aonde o jogo vai para o online e nós temos muito interesse nisso, estamos acompanhando de perto. Nós entendemos que não existe jogo no Brasil que possa ser feito por uma loteria que não aconteça. Tudo o que for referente a jogo nos interessa e nós vamos atuar para que a rede participe.

Qual a posição da FEBRALOT com relação ao resultado final do texto da MP 846?
A redistribuição ficou de acordo com o que eles propuseram. Nós tínhamos feito uma proposta diferente destinando um jogo específico para a área de segurança, eles optaram por outra coisa, mas, não nos prejudica em nada. Foi mantido o custeio da Caixa e consequentemente foi mantido o custeio da rede e para nós está ótimo, perfeito.

Quais as perspectivas da rede lotérica e da FEBRALOT em relação ao governo do novo presidente Jair Bolsonaro? Vocês tem alguma reivindicação específica para trabalhar durante o mandato?
Nós esperamos basicamente que a rede lotérica seja desvinculada da Caixa Bancos. Que se crie uma empresa, Caixa Loterias ou o nome que se queira dar, que seja desvinculado da Caixa banco. Um setor como o nosso que deixa R$ 1,5 bi por ano na mão da Caixa só com jogo não pode ser um apêndice do banco. A rede lotérica não tem um vice-presidente de loterias, um diretor de loterias e não tem voto no conselho. Consequentemente, ela não tem força nenhuma dentro da Caixa, como eu disse é um apêndice e renegado ao acaso. Se acontecer alguma coisa ótimo, se senão paciência.

Então, precisamos de uma instituição comprometida somente com loterias. Não podemos ficar mais vinculados a Caixa banco. Que se crie uma empresa que tenha condições de gerenciar o negócio sem ter que pedir favores a Caixa banco.

A desvinculação das loterias seria a principal causa da FEBRALOT para 2019?
O projeto é sempre de melhorias. Nós temos agora para 2019, estrategicamente, algumas coisa que nós vamos buscar e a desvinculação é uma delas. Ela é muito importante para que a Caixa deixe de administrar a rede através de circulares. Nós queremos que exista uma lei, e que essa seja cumprida por ambos os lados. Hoje são circulares onde alguém acorda de manhã, inventa uma nova circular e prejudica a rede. Para isso nós vamos ter que tirar uma lei do congresso novamente. Vamos atrás disso, de um setor específico para loterias.

Fonte: Exclusivo GMB