SEG 25 DE MARÇO DE 2019 - 12:38hs.
Disse seu presidente Pedro Guimarães

"Clubes de futebol profissional não precisam de patrocínio da Caixa"

Evocando um valor social, o presidente da Caixa Pedro Guimarães afirmou que a instituição financeira mudou de foco e não vai mais patrocinar times de futebol, o que deve gerar uma redução de patrocínio de R$ 150 milhões. Em entrevista dada ao Globo, Guimarães diz que o foco estará nos esportes paraolímpicos e na fomentação do esporte de base.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, confirmou, em entrevista ao GLOBO, que o banco não vai mais patrocinar clubes de futebol profissional. Guimarães assumiu o comando da instituição com um discurso de enxugar gastos e direcionar melhor os recursos. Para ele, os times profissionais têm condição de obter patrocínios junto ao setor privado e, por isso, o foco da Caixa deve ser nas categorias de base de diversos esportes em comunidades carentes.

“No caso dos clubes de futebol profissional, eles não precisam da Caixa. Tanto que vários deles já conseguiram outros patrocínios (depois do encerramento do contrato com a Caixa). Honraremos todos os contratos, mas eles não serão renovados. Entes privados podem tomar o papel da Caixa sem distúrbios - explicou o presidente”.

Entre os times que receberam recursos da Caixa nos últimos anos estão Flamengo, Botafogo, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Bahia, Ceará, Fortaleza e Goiás.

Ele afirmou que a nova diretriz fará com que o banco reduza o quanto gasta com patrocínios, uma soma que supera hoje R$ 150 milhões. Guimarães não informou qual será a nova quantia, mas deu exemplos do que será o foco da Caixa de agora em diante.

O banco continuará, por exemplo, a financiar os esportes paralímpicos, onde, segundo ele, não há participação do setor privado.  A Caixa acaba de fechar um acordo para a compra de 15 cadeiras para jogadores do basquete paralímpico num projeto social do Acre. “O objetivo da Caixa é o esporte de base, é apoiar as comunidades carentes em todos os 27 estados no Brasil”.

Ele disse que ainda não há um projeto no Rio, mas elogiou iniciativas como o projeto Reação, do medalhista olímpico Flávio Canto, que oferece aulas de judô em comunidades como Rocinha e Cidade de Deus.

Fonte: GMB / O Globo