LUN 10 DE AGOSTO DE 2020 - 18:29hs.
Sérgio Alvarenga, presidente do Conselho da Intralot Brasil

“Menos impostos permite o aumento do payout, atrativo para o jogador e para o governo”

Sérgio Alvarenga apresentou a experiência de dez anos da Intralot Brasil na operação da loteria no estado de Minas Gerais durante o webinar do GMB LiveSeries. Segundo o presidente do Conselho, a principal inovação foi a inclusão digital promovida pela empresa. “Desde o começo entregamos jogos online para os apostadores mineiros. Não é uma evolução tecnológica, pois o mercado já tem isso há muitos anos e nós praticamos há dez anos”.

Segundo o executivo, a maior dificuldade é encontrar uma operação diferente. “Minas Gerais é como um mini-Brasil e exige uma operação de logística complicada e conseguimos isso, além de mostrar ao mineiro a diferença de não apostar mais apenas em casas lotéricas e sim em vários pontos de vendas diferentes, como acontece em todo o mundo”, afirmou. Sobre a tecnologia, disse que a operação exigiu técnicas de geolocalização e outras para não operar fora dos limites do estado.

Além disso, nosso payout exige um mínimo de 60% por força de contrato com o governo mineiro, o que o torna compatível com as operações em outros países. No mundo inteiro o jogo é visto como entretenimento e isso tem sido importante para a Intralot e para todos os mineiros, que foram conquistados pelas nossas ofertas”. Sobre a tecnologia, Alvarenga comentou que ela aproximou a Intralot dos clientes. “Como eles são cadastrados no nosso site, falamos com eles o tempo todo, entendendo seus gostos e interagindo para seguir atendendo bem e surpreendendo nossos clientes”, explicou Alvarenga.

Esse contato com o apostador, de acordo com ele, oferece proteção ao cliente, como a melhor prática para a operação de jogos. “Quando se identifica o jogador, você garante uma série de proteções, tanto para ele quanto para o negócio, pois é possível o combate à lavagem de dinheiro e mais ainda, ver se o jogador não é ludopata”.

 

 

Alvarenga assegura que a identificação dos jogadores é feita nas operações via online, mas que não existe na operação física. “O valor das nossas apostas é de R$ 2,00 e pode chegar, com as multiplicações, a R$ 500,00. Não temos valores muito altos e até mesmo o pagamento de prêmios é feito, nos pontos de vendas, apenas para valores inferiores a R$ 1.000,00. Acima disso, somente conosco, o que garante a segurança de todo o processo”, afirmou, destacando que o jogo físico de varejo, como a aposta em um bilhete ou uma raspadinha, não exige a identificação do apostador.

Até o repasse da Intralot para a Loteria do Estado de Minas Gerais envolve a questão da segurança ao Estado e ao jogador. “O repasse é importante pois envolve ações sociais em Minas Gerais. A Loteria Mineira acaba de investir R$ 33 milhões no combate à COVID-19 por conta de recursos oriundos de nosso contrato", lembrou.

Segundo ele, o jogo ilegal é que se transforma em um desafio enorme. “O jogo do bicho opera muito bem há mais de 100 anos e só será combatido com a legalização. Ele deveria ser trazido para a legalidade, com o governo angariando recursos com a atividade. Esse é o único jeito de termos um mercado totalmente equilibrado”.

 

 

Para Alvarenga, a redução dos impostos pode contribuir com o aumento do payout e fazer com que mais apostadores venham para o mercado legal, deixando de lado apostas em atividades ilegais. “O único beneficiário do aumento do payout é o apostador. Vemos operações de apostas esportivas em que o payout chega a 85%. É isso que os reguladores querem: que os apostadores tenham benefícios, gerem ações sociais pelos operadores e os jogos sejam atrativos. Quanto mais você paga de prêmio, mais o governo arrecada”, atesta.

Sobre como modernizar as loterias, Alvarenga informou que todas as empresas do setor estão dispostas a vir para o Brasil, “mas o que precisamos é tirar do papel - o que não é foco de governo nenhum - e desenvolver o mercado lotérico. Os produtos devem estar nas mãos da iniciativa privada e é muito positivo ver a posição do governo de se dispor a privatizar a atividade”, afirmou.

Fonte: Exclusivo Games Magazine Brasil