SEX 22 DE NOVEMBRO DE 2019 - 19:46hs.
O COO Carlos Villaseca

Codere afasta seu número dois após descobrir inconsistências nas subsidiárias da América Latina

A Codere decidiu afastar provisoriamente Carlos Villaseca, COO e conselheiro do Diretor Geral, enquanto finaliza a investigação interna com a qual ele espera diminuir a magnitude do buraco nas contas de suas subsidiárias latino-americanas, anunciadas no dia 7 de outubro, e atribuir as responsabilidades. A análise preliminar dessas inconsistências determina um impacto máximo de cerca de 13 a 18 milhões de euros.

Fontes na empresa disseram que a decisão de remover Villaseca das funções é comum nesses processos em que um investigador externo independente tenta conhecer as razões pelas quais eles descobriram "certas inconsistências" em seus resultados, conforme definido pela Codere em sua declaração oficial há alguns dias. Suas responsabilidades foram transferidas para o CEO, Vicente Di Loreto.

A Codere informou que seus mecanismos de controle interno detectaram irregularidades no relatório dos resultados contábeis referidos em 2019 de três de suas subsidiárias latino-americanas (México, Panamá e Colômbia). 

Villaseca é o chefe de todos os países do grupo, com exceção da Itália, de acordo com o organograma oficial.

A análise preliminar dessas inconsistências estima seu impacto máximo em torno de 13 a 18 milhões de euros, nos resultados publicados no primeiro semestre do ano, o que reduz as previsões de lucro operacional bruto ou ebitda ajustado para o ano inteiro em aproximadamente 20 milhões.

A Codere encomendou a uma empresa americana especializada nesses casos uma análise aprofundada dos números e solicitou que a acelerasse o mais rápido possível para poder apresentar as conclusões finais enquanto apresentava os resultados do terceiro trimestre, na primeira semana de Novembro. Com isso, pretende esclarecer todas as dúvidas geradas entre os investidores pela veracidade das contas, o que resultou em uma redução de seu rating de crédito ou 'rating' pelas agências que medem sua solvência, como a Standard & Poor's recentemente fez.

Fontes oficiais da empresa indicam que, uma vez conhecidos os resultados desse processo que determinarão a origem das inconsistências e a raiz das responsabilidades ou erros internos, a empresa tomará as medidas apropriadas para corrigir as divergências detectadas e garantir que elas não retornem a ocorrer.

Fonte: GMB / El Confidencial