SÁB 24 DE AGOSTO DE 2019 - 10:41hs.
Novas diretrizes para os jóqueis clubes

Ministério da Agricultura publica portaria para proteger cavalos de corridas

No ano passado, o Ministério da Agricultura auditou oito jóqueis clubes, o que representa aproximadamente metade das entidades autorizadas a funcionar no Brasil. Em termos práticos, devem garantir, no mínimo, boas condições de nutrição, alojamento, saúde e até para expressão dos comportamentos naturais dos animais. O prazo de adequação dos jóqueis é de 365 dias, que serão contados a partir da publicação das novas diretrizes.

O órgão publicou a portaria número 219 que determina “ações de modernização, fomento e fiscalização de assuntos de viabilidade técnica e econômica dos hipódromos”. Para continuarem explorando apostas sobre corrida de cavalos, os jóqueis terão de elaborar um plano de boas práticas.

Em termos práticos, devem garantir, no mínimo, boas condições de nutrição, alojamento, saúde e até para expressão dos comportamentos naturais dos animais. O prazo de adequação dos jóqueis é de 365 dias, que serão contados a partir da publicação das novas diretrizes.

A pedido do Estado, o Ministério da Agricultura detalhou as medidas que serão adotadas sobre a eutanásia – prática adotada quando o cavalo se machuca. “Na proposta normativa há previsão de que os jóqueis clubes monitorem e registrem os casos de morbidade (doenças) e mortalidade do plantel, com o objetivo de gerar dados para gerenciar e constantemente reduzir esses índices”, informa o ministério por meio de nota.

A eutanásia nos casos em que os animais podem ter sobrevida tem relação direta com os custos do tratamento. O valor médio de uma cirurgia é de R$ 15 mil no Brasil. Mesmo operado, o animal pode nunca mais recuperar o desempenho original.

Dados do IBGE apontam uma população de 5 milhões de equinos no País. A médica veterinária Samantha Korbivcher, que atua na entidade “Cavalo Sem Sela”, formada por profissionais que buscam o bem-estar animal, avalia que a eutanásia é uma prática histórica na sociedade brasileira, transmitida de geração para geração, e que foi tida como “natural” nas últimas décadas. “A mudança também precisa ser cultural. É preciso quebrar esse paradigma”.

Fonte: GMB / Estadão Conteúdo