TER 12 DE NOVEMBRO DE 2019 - 08:53hs.
Decisão

Jockey Club de Pernambuco se torna imóvel preservado do Recife

A Prefeitura do Recife acolheu uma recomendação expedida em abril pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e classificou o Jockey Club de Pernambuco, no bairro do Prado, Zona Oeste da capital pernambucana, como imóvel especial de preservação (IEP). O decreto número 32.678, publicado no Diário Oficial do Município, confere proteção especial ao local em razão do seu valor histórico-cultural e arquitetônico e da importância da manutenção da memória urbana.

Este é o único hipódromo remanescente dos três que já existiram no Recife. Foi fundado em 1º de janeiro de 1888, embora estudos indiquem que o clube já existia por volta do ano de 1859.

De acordo com o promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico-Cultural, Ivo Pereira de Lima, a Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DPPC) deu parecer favorável à classificação do Jockey como IEP, afirmando que a edificação atende aos requisitos necessários estabelecidos na lei municipal 16.284, de 1997, bem como do Plano Diretor da Cidade (PDC). Além disso, a edificação está inserida na relação de Imóveis de Proteção de Área Verde do Recife (lei municipal 16.176, de 1996), indicando que 70% da sua área verde deve ser preservada.

Segundo o promotor de Justiça, o Jockey Club de Pernambuco possui a presença de fortes elementos do protorracionalismo, de grande relevância para a história da arquitetura local, além de se tratar de um imóvel da época do Brasil Império, já que sua fundação data de 1888.

“Os estudos realizados pela DPPC levantam aspectos de relevância cultural diante de possíveis ameaças de demolição de importantes exemplares da arquitetura recifense, dos mais diversos estilos, e que ainda não estão protegidos. A classificação como IEP evitará celeumas já vivenciadas como nos casos do Edifício Caiçara e das casas geminadas da avenida Rosa e Silva”, afirmou o promotor de Justiça no texto da recomendação.

“A paisagem urbana do Recife vem sofrendo intensa e constante desfiguração e perda de identidade, o que tem ocasionado a demolição de vários imóveis de características especiais e de grande significado para a história local, dignos de enquadramento como IEPs”, ressaltou Ivo Pereira de Lima.

Fonte: GMB / Diário de Pernambuco