O Comitê de Regulamentação de Comunicações da Itália (AGCOM), informou nesta terça-feira(15) que as parcerias entre clubes de futebol e empresas de apostas terão permissão para continuar até julho, logo após o final da atual temporada.A decisão atendeu a pedidos de donos de clubes, que teriam que cancelar contratos em vigência. A publicidade de empresas do ramo de apostas será proibida em todo o país.
As empresas lideradas pela SportPesa estão de olho em um pedaço do mercado esportivo brasileiro estimado em US $ 1 bilhão. “É um mercado que nos interessa e mesmo que seja um pouco cedo para garantir algo, já contatamos os reguladores para obter melhores informações”, disse o CEO da SportPesa, Ronald Karauri. A SportPesa é a principal patrocinadora de Hull City e Everton e tem parcerias com o Arsenal e Southampton, quatro clubes da Premier League.
No final do 2018, tramitava no Senado o projeto de lei de Ciro Nogueira (PP) que visava permitir a exploração de jogos de azar em todo o Brasil. No momento, a ideia está arquivada por conta do recesso parlamentar e deve ser colocada em votação nos próximos 12 meses. Entretanto, ainda não se sabe como o governo controlaria os jogos e como ficariam as licenças para explorá-lo. Se seguir os moldes do país europeu, a atividade pode ser uma boa fonte de recursos para o Estado.
Principal patrocinadora do futebol brasileiro, a possível saída da Caixa Econômica Federal do mercado preocupa os clubes pela perda da receita e a dificuldade em encontrar substituto. Entre os clubes parceiros, o Flamengo tinha o maior contrato, mas, Ceará era quem mais dependia da verba do banco. Veja como ficariam os clubes sem os recursos vindos do banco.
Os 25 clubes que tiveram contrato de patrocínio com a Caixa Econômica Federal em 2018 receberam um aviso no final do ano passado. O banco não renovaria os acordos em 2019. A decisão do banco deixou os dirigentes de clubes das Séries A e B do país divididos. Apesar de todos desejarem continuar com o banco, existem os que ficaram alarmados e os que não perdem o sono com a provável perda de receita.
O CMS é um escritório de advocacia multinacional com sede em Londres, Inglaterra, que possui mais de 250 parceiros e 74 escritórios na Europa, Oriente Médio, América do Sul e Ásia. Até o final de 2018, este prestigiado escritório de advocacia publicou o relatório “Brazilian sports betting reform”, que oferece uma visão completa sobre o tema e analisa os possíveis cenários do setor após o novo presidente Jair Bolsonaro assumir.
Patrocinadora de 25 times que disputaram as séries A e B do Campeonato Brasileiro em 2018, a Caixa ainda não definiu se vai manter o investimento no futebol em 2019. O impasse tem deixado dirigentes preocupados, principalmente os de clubes menores, que têm no valor a sua principal fonte de renda. "É possível fazer coisas cem vezes melhores com menos recursos do que gastar com publicidade em times de futebol", afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Na segunda quinzena de dezembro, foi promulgada a Lei 13.756/18 que, entre outras questões, criou a modalidade de apostas esportivas no Brasil. Trata-se de um primeiro passo para a legalização dos jogos e apostas no país. O ano que acaba de iniciar deverá ficar marcado pela entrada de diversas marcas de casas de apostas no patrocínio a clubes brasileiros. E no âmbito global, qual é o cenário atual e as perspectivas futuras?
O esporte brasileiro - sobretudo o futebol - deve passar por uma mudança significativa num futuro próximo. No fim do ano passado, o Governo Federal promulgou a Lei 13.756/18, que tem entre seus pontos a liberação de apostas esportivas. A modalidade já é amplamente difundida e praticada em boa parte do mundo. Na Europa, sites de jogos movimentam cifras exorbitantes e algumas empresas chegam até a patrocinar equipes. No Brasil, a tendência é que o modelo se repita.
Uma das principais fontes de receitas dos clubes de futebol de todo mundo, o patrocínio dos uniformes é um tema sensível nos quatro grandes clubes do Rio (Flamengo, Botafogo, Fluminense e Vasco da Gama), que entram em situação delicada em 2019. Sem a Caixa, os times perdem R$ 35 milhões e iniciam a temporada sem qualquer perspectiva.
Rio de Janeiro: capital mundial do Carnaval, cidade das areias de Copacabana e aos pés do Cristo Redentor, dos clubes do Flamengo, Botafogo, Fluminense e Vasco, do Rock in Rio (o verdadeiro) e do Museu Nacional e do Futuro. A capital fluminense sempre foi um ponto turístico com milhares de locais para visitar e conhecer. No entanto, o Rio quer mais, e também quer ser a capital dos games e eSports.
Após a liberação de apostas esportivas no Brasil, o governo federal passa a ter novos desafios, como cuidar da integridade do esporte e criar uma política de proteção aos vulneráveis a distúrbios relacionados às apostas. Para o advogado Pedro Trengrouse, detecção da manipulação de resultados deve ser prioridade: "A regulamentação deve prever mecanismos de detecção e prevenção, incluindo centralização de dados para monitoramento permanente dos padrões das apostas".
O mercado de apostas esportivas no Brasil, atualmente estimado entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões, pode a R$ 6 bi com a regulamentação da lei. Em entrevista ao site DCI, André Gelfi, sócio-fundador da Su Aposta, explica como isso deverá acontecer. A empresa já opera com corridas de cavalos e quer oferecer apostas em outros esportes assim que o Ministério da Fazenda autorizar a atividade.
Em um recente comunicado, a mais alta organização de futebol do mundo destacou que um de seus "Master Alumni", Pedro Trengrouse, teve um papel fundamental na legalização das apostas esportivas no Brasil. Ele é Coordenador Acadêmico do Programa Executivo FGV / FIFA / CIES de Gestão Esportiva, que comemora sua 10ª edição em 2019 com mais de 500 graduados, o maior número de profissionais graduados da indústria esportiva brasileira.
Nas últimas décadas o poker brasileiro passou de um esporte amador praticado por alguns entusiastas para uma das maiores paixões esportivas nacionais. Hoje o esporte promove eventos ao redor do país, distribui premiações enormes, conta com mais de oito milhões de praticantes e alguns dos melhores competidores do mundo.
O mais recente resort integrado da Espanha espera receber até 33 cassinos, embora o desenvolvedor insista que é apenas uma questão de contingência. No início deste mês, a empresa de desenvolvimento californiana Cora Alpha anunciou sua intenção de construir um resort integrado de US$ 3,5 bilhões, conhecido como Elysium City, na região autônoma de Extremadura.
O Instituto Provincial de Loterias e Cassinos (IPLyC) está trabalhando nos termos e condições da nova licitação, para que estejam prontos até o final de janeiro ou fevereiro. Esse material, por sua vez, será analisado pelo Conselho Geral, pelo Departamento de Contabilidade e pelo Ministério Público Estadual. O governo estima que a licitação para operar as sete licenças de apostas online ocorrerá entre março e abril.
Erich Beting, fundador do Máquina do Esporte e consultor de marketing esportivo e comunicação explica em um vídeo de dois minutos as mudanças que podem acontecer com a liberação das apostas no Brasil. Para ele, o ano de 2019 deve ficar marcado pela entrada de diversas marcas de casas de apostas no patrocínio a clubes brasileiros.
Em uma coluna escrita para o jornal Correio da Bahia, o advogado Ricardo Borges Maracajá, procurador-geral do município de Santa Bárbara, especialista em direito desportivo, tributário e licitações, afirma que “o avanço trazido pela nova legislação com a posterior definição do regramento de patrocínios diretos vai permitir que o mercado do futebol brasileiro experimente o “boom” financeiro ocorrido na Europa”.
A Lei 13.756/18 é decorrente da MP 846/2018, que foi promulgada e é o primeiro passo para a legalização das apostas esportivas no Brasil. Com isso, sites de apostas vão poder patrocinar times brasileiros como fazem hoje com quase metade dos clubes que disputam o Campeonato Inglês. Com a proibição da atividade no país, eles não podem patrocinar clubes e competições. O coordenador do curso de Gestão do Esporte da Fundação Getúlio Vargas, Pedro Trengrouse, explica o que muda com a nova lei.